Novos elementos podem ajudar a explicar outros fenômenos, diz especialista

  • Por Jovem Pan
  • 05/01/2016 10h29
medicina

 Quem estudou química na escola lembra-se bem dela: com as fileiras, cores, números, símbolos e elementos espalhados pelo diagrama. Você sabe de quem nós estamos falando, a tabela periódica. E se você lembra dela mesmo, se recorda que faltavam uns elementos na parte de baixo.

A União Internacional de Química Pura e Aplicada reconheceu a existência de quatro novos elementos e agora a tabela periódica está completa. São 118 elementos reconhecidos, mas aí você se pergunta: O que isso quer dizer? Por que isso é importante?

Quem ajuda a responder essa pergunta é o professor titular do Instituto de Química da Universidade de São Paulo, Henrique Elis Toma: “O que é importante é que a estrutura do elemento é organizada em uma espécie de camada dentro do núcleo. Essas camadas são mantidas por forças que o homem não entende exatamente. É muito importante conhecer a estrutura dos novos elementos, por que aí pode estar a explicação para um novo fenômeno, para uma nova lei física”.

Ou seja, esses quatro elementos novos não são uma descoberta só por causa deles, mas do que nós vamos aprender a partir deles. Os novos elementos são criados artificialmente com aparelhos chamados aceleradores de partículas que fazem elementos menores se chocarem.

Esses elementos atualmente têm vida curta; o professor Henrique Elis Toma acredita que a humanidade deve tirar proveito mesmo deles no futuro: “O tempo de vida, de utilidade, se reduz praticamente a zero. Ele só vai ter existência durante um experimento em um reator, ou em um grande sistema de acelerador nuclear. Então ele vai ter existência talvez em outro tipo de ambiente, mas um ambiente que vai ser tornar real em breve”.

Dos quatro elementos, três foram sintetizados por um consórcio de cientistas russos e americanos e o outro por um grupo de pesquisa japonês.

Eles ainda não foram batizados e contam com nomes provisórios difíceis: Unúntrio, Ununpêntio, Ununséptio e Ununóctio; esperamos que isso mude logo.

Reportagem Tiago Muniz e Produção Vinícius Silva