O Fim da Picada: da preocupação com Olimpíadas aos cuidados com gestantes; confira série completa

  • Por Carolina Ercolin/Jovem Pan
  • 21/03/2016 11h17
Mariana e Clara

A associação do zika com a microcefalia, anomalia que causa severos comprometimentos neurológicos em bebês, cristalizou as fragilidades do Brasil em lidar com situações graves de saúde pública. No fim de 2015, a população entrou em pânico também pela falta de certezas e dados que esclarecessem o poder de contágio do vírus, até então subestimado pelas autoridades. Foi o alerta de emergência global da Organização Mundial da Saúde sobre a possível relação entre o zika e a microcefalia que fez o mundo voltar de vez os olhos para o vírus, tido como uma versão mais branda da dengue. As gestantes e as mulheres com planos de engravidar foram e são as pessoas mais preocupadas com o surto, que provocou também uma onda de abortos.

Com o objetivo de prestar um serviço de interesse público à sociedade, a Jovem Pan levou ao ar em dezembro uma série de reportagens especiais chamada “O fim da picada”. O conteúdo reuniu informações científicas relevantes, além de traçar um panorama histórico do mosquito transmissor do zika. O Aedes aegypti, de origem africana, sofreu mutações e se adaptou aos centros urbanos para se proliferar. Por isso, segundo especialistas, combatê-lo está cada ano mais difícil.

Ao traçar, ainda, um cenário periférico sobre as vulnerabilidades do país, as matérias fizeram uma ponte entre a falta de investimentos em pesquisas e as causas da epidemia. Os temores do futuro, como a realização dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, também foram abordados no especial.

Confira os capítulos da série “O fim da picada”:

Brasil tem três epidemias por causa de Aedes aegypti:

O descaso da Saúde no Brasil atingiu seu ápice: É alarmante o surto de recém-nascidos com microcefalia que o Brasil enfrenta neste ano. De acordo com os números oficiais, já passam de dois mil os casos suspeitos; Quase 150 já foram confirmados. São bebês que terão comprometimentos neurológicos para a vida toda, se sobreviverem. E o balanço só não é mais preocupante porque ainda não existe um teste 100% seguro que comprove que uma pessoa já pegou o zika vírus em algum momento da vida. Segundo especialistas, quando essa sorologia for inventada, o balanço vai explodir. Quem são os responsáveis pela epidemia, o que já foi descoberto sobre o misterioso vírus e como a falta de investimentos contribuiu para uma das piores catástrofes na área de saúde de todos os tempos? As respostas você acompanha a partir de hoje aqui na Jovem Pan na série de reportagens especiais “O fim da picada”.

Ano novo e Olimpíadas podem aumentar a transmissão do zika vírus

Os Jogos Olímpicos de 2016 estão preocupando o mundo.  E não é pela ameaça real que atletas como Arthur Zanetti e Murilo lançam sobre seleções tradicionais de ginástica artística e de vôlei masculino. Em um dos piores momentos da saúde pública do país, cerca de 500 mil turistas estrangeiros devem passar pelo Rio de Janeiro durante as Olimpíadas. Isso sem contar o Reveillon em Copacabana, que não só foi mantido como tem potencial para bater um novo recorde com mais de dois milhões de pessoas reunidas na orla da praia.  No segundo capítulo da série especial “O fim da picada”, você vai saber como o despreparo do Brasil para receber grandes eventos pode comprometer a saúde global.

A falta de investimento em ciência no Brasil: 

Não é de hoje que o Brasil não considera prioritário o investimento em pesquisa e desenvolvimento. Com 25 bilhões de dólares anuais – ou pouco mais de 1% do PIB do país – nós nos acomodamos no trigésimo sexto lugar entre os principais países em desenvolvimento. Só para comparar, a cifra é 16 vezes menor do que os Estados Unidos direcionam para o setor. No capítulo de hoje da série especial “O fim da picada”, a repórter Carolina Ercolin vai mostrar que existe uma relação entre a nossa crônica e tímida política de pesquisas e o surto de zika vírus no País.

Brasil tem tecnologia, mas falta dinheiro para diagnósticos:

Apesar da guerra contra o mosquito da dengue parecer inglória no Brasil, há países do mundo que conseguiram erradicar o  Aedes aegypti, que também transmite zika e chikungunya. Mas para isso, os governos precisaram adotar medidas duras e impopulares para cortar o mal pela raíz. O que o Brasil poderia aprender com Cuba e Cingapura é o tema do quarto capítulo da série de reportagens “O fim da picada”, que a Jovem Pan leva ao ar nesta semana.

Cuidados para gestantes e mitos:

A falta de certezas sobre o zika vírus provoca pânico entre gestantes e mulheres que tinham planos de engravidar. O avanço dos estragos vem à galope junto com uma enxurrada de dúvidas em torno do novo inimigo da saúde pública responsável por uma catástrofe sanitária no País. O Brasil, até agora, soma 40 mortes suspeitas de relação direta com o zika, além de quase três mil casos de recém-nascidos com microcefalia. Neste capítulo da série de reportagens especiais “O fim da picada”, a repórter Carolina Ercolin traz os mitos e verdades da gestação em tempos de surto.