Odebrecht tem concessão de construção de gasoduto no Peru cancelada

  • Por Jovem Pan
  • 24/01/2017 06h49
LIM01. LIMA (PERÚ), 03/01/2017.- Fotografía del edificio de Odebrecht hoy, martes 3 de enero de 2017, en el distrito San Isidro de Lima (Perú). El pasado miércoles el Departamento de Justicia de Estados Unidos publicó un informe en el que señaló que Odebrecht y algunas de sus filiales pagaron aproximadamente 788 millones de dólares en sobornos en 12 países, incluido Brasil, para obtener contratos públicos. EFE/Germán FalcónEFE - Fachada do prédio da Odebrecht em Lima

As autoridades do Peru decidiram cancelar a concessão do Gasoduto Sur Peruano, que havia sido entregue a um consórcio liderado pela empreiteira Odebrecht. A decisão foi tomada depois que a companhia admitiu o pagamento de subornos, em licitações de obras realizadas no país.

Além da Odebrecht, o consórcio responsável pelo empreendimento contava com as participações da espanhola Enagás e da peruana Graña y Montero.

Após a exclusão da construtora brasileira, as outras duas empresas tentaram obter US$ 4 bilhões junto a um grupo de bancos para financiar o projeto, mas o plano não teve sucesso.

O prazo para apresentação dos recursos terminou nesta segunda-feira (23) e a meta não foi atingida.

Em entrevista a uma rádio local, o ministro de Minas e Energia do Peru, Gonzalo Tamayo, explicou que o projeto será devolvido ao governo para uma nova licitação.

Na última sexta-feira, o consórcio já havia informado que não conseguiu crédito para a obra e declarou que iniciaria o processo de devolução das concessões.

No final do ano passado, a Odebrecht admitiu o pagamento de US$ 29 milhões em subornos, em licitações realizadas entre 2005 e 2014 no Peru. Durante o período, a empresa participou de mais de 40 projetos.

Após a confirmação dos casos de corrupção, a construtora foi proibida de participar de futuras licitações de obras públicas no país.

*Informações do repórter Vitor Brown