Olimpíadas 2016: “Medo não protege ninguém”, diz Aldo Rebelo sobre terrorismo

  • Por Jovem Pan
  • 02/12/2015 10h28
Aldo Rebelo

 Com a frase de Maximiano Campos, poeta e pai do ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o ministro da defesa, Aldo Rebelo, afirma que país está preparado para receber as Olímpiadas em 2016. Aldo Rebelo afirma: “Medo não protege ninguém. (…)A prevenção contra terroristas existe e temos integração entre todas as áreas de inteligência. Já fazemos isso há tempos para eventos como o Rio+20, a visita do Papa e a Copa 2015”.

Com a dispensa do chefe de segurança das Olimpíadas, José Carlos de Nardi, o ministro foi questionado se isso seria relacionado à posição contrária de Nardi à liberação dos vistos durante o evento de 2016: “Não houve relação entre uma questão e outra. As mudanças começaram com a mudança dos próprios ministros e comandantes das forças armadas. Teve mudança no comando da Marinha, da Aeronáutica, do Exército, então é natural que houvesse essa mudança”. Ele diz ainda que Nardi não foi a única opinião crítica ao projeto.

Sobre a liberação de vistos para estrangeiros durante as Olimpíadas, Aldo Rebelo diz que o projeto ainda será regulamentado: “O processo dos vistos não decide nada porque ainda vai ser regulamentado. O projeto obedeceu mais à facilitação do ingresso dos atletas, das delegações e comissões técnicas, o resto será decidido. E só há reciprocidade nesse processo de dispensa de visto se o país também dispensar visto para o Brasil”. O ministro diz que poderão ser abertas exceções a critério do governo.

O ministro afirma que se dedica a visitar os equipamentos da Marinha no Rio de Janeiro, onde está a principal esquadra brasileira, e diz que fez um esforço para preservar todas as forças do Brasil. Porém, assim como outros ministérios, o da defesa também passou por cortes: “Nenhum ministério, nenhuma área foi poupada de cortes, teve na saúde, no transporte e também na defesa”.

Aldo Rebelo conta que conversou com a presidente Dilma Rousseff e com os ministros da junta orçamentária e pediu para que não houvesse mais cortes além dos previstos nas atividades das forças armadas. Ele explica os motivos: “As forças armadas não atuam apenas em eventos, mas também quando acontece incêndio na Chapada Diamantina, quando há um problema como o da barragem de Mariana ou na foz do Rio Doce, problemas com índios no Mato Grosso do Sul. Precisamos de recursos para ter essas forças preparadas para as emergências, além da defesa do país”.

Confira a entrevista completa de Aldo Rebelo no Jornal da Manhã.