Oposição chama decisão do Supremo da Venezuela de golpe de Estado

  • Por Jovem Pan
  • 31/03/2017 09h38
O presidente da Assembleia Nacional

A decisão da Suprema Corte Venezuelana de assumir as funções do parlamento é chamada pela oposição do país de golpe de Estado.

O Tribunal, que é controlado pelos chavistas, destituiu a Assembleia Nacional por estar em uma situação de desacato após dar posse a três deputados que foram eleitos em um pleito sob investigação.

Antes de assumir o legislativo, o TSJ já havia retirado nesta semana a imunidade parlamentar de apenas parlamentares oposicionistas.

A reação do Congresso foi dura. O presidente da Assembleia Nacional, Julio Borges, rasgou a sentença e chamou a decisão de lixo.

Julio Borges ainda disse que as forças armadas venezuelanas não podem ficar em silêncio ante a ruptura da constituição.

O oposicionista classificou a decisão de um golpe de Estado.

A Organização dos Estados Americanos chamou o episódio de um ”autogolpe”. O secretário-geral da OEA, o uruguaio Luís Almagro, convocou uma reunião de emergência entre os países membros da entidade.

Com o enfraquecimento cada vez maior da oposição, a saída constitucional para a crise na Venezuela depende das eleições presidenciais em dezembro de 2018.

Mas até lá, o professor de relações internacionais da USP, Alberto Pfeifer, acredita que uma solução de força pode cancelar o pleito democrático.

Um dos maiores nomes da oposição venezuelana, Henrique Capriles pressionou a comunidade internacional a se pronunciar de maneira firme contra Maduro.

A primeira reação partiu do Peru, que considerou a decisão uma ruptura da ordem democrática e retirou de forma definitiva o embaixador do país em Caracas.

O governo brasileiro disse ver com preocupação o episódio. Em nota, o Itamaraty declarou que a postura do TSJ representa um claro rompimento da ordem constitucional e alimenta a radicalização política na Venezuela.

Confira a reportagem completa de Victor LaRegina: