Oposição critica pacote de bondades do governo

  • Por Jovem Pan
  • 02/05/2016 07h06
São Paulo 01/05/2016 Presidenta Dilma durante Ato em comemoração ao Dia do Trabalhador, no Vale do Anhangabau. Foto Paulo Pinto / Agencia PTDilma Rousseff

 A oposição atacou o pacote de bondades do governo em ato promovido pela Força Sindical na Zona Norte de São Paulo, e já dá impeachment como certo. Os discursos causaram certo desconforto no público, mais interessado nos shows com artistas. A plateia chegou a vaiar a senadora Marta Suplicy.

Além da senadora, compareceram ao ato deputados federais do PSDB, do PPS, do Democratas e do Solidariedade. O presidente da central sindical, Paulinho da Força, diz que as medidas anunciadas recentemente pela presidente Dilma Rousseff têm cara de vingança: “Nos parece que ela está fazendo uma vingança e uma tentativa de sabotar o próximo governo. É uma coisa que não podemos aceitar. Embora a gente queira a correção da tabela do imposto de renda, vale lembrar que eles estão nos devendo 72% e não 5%, isso não cobre nem a inflação do ano passado”.

No ato da Central Única dos Trabalhadores, no Centro de São Paulo, Dilma anunciou correção na tabela do imposto de renda e reajuste no Bolsa Família.

O líder do PSDB na Câmara, deputado Antônio Imbassahy, da Bahia, diz que são medidas até justas, mas que o PT tem incitado conflitos: “Depois de todo o mal que a Dilma e o PT causaram ao Brasil eles não têm o direito de fazer essas coisas erradas, incitar a população, estabelecer conflitos, animar invasões. Isso é uma coisa equivocada, é criminoso até”.

Todos os oradores faziam questão de cravar o 11 de maio, dia do possível afastamento de Dilma, como um novo começo para o País. O deputado Mendonça Filho, do Democratas de Pernambuco, diz que o Congresso deve encarar o momento com serenidade: “O que o governo quer, a Dilma e o PT, é gerar ainda mais confronto, como se o governo dela fosse para o bem do Brasil, mas ela destruiu o Brasil, e outros não queiram que sejam adotadas medidas positivas para a sociedade. Aquilo que for bom para o povo, a gente tem que respaldar”.

A Força Sindical diz ter convidado para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital, Fernando Haddad, que não compareceram. A Polícia Militar não divulgou a estimativa da corporação para o número de participantes, enquanto a Força Sindical diz que foram 500 mil pessoas.

Reportagem: Tiago Muniz