Após denunciar golpe contra Bolsonaro, Allan dos Santos diz que não fugiu do Brasil

Segundo o blogueiro, há um ‘conluio’ entre Moraes, Barroso, Maia e Alcolumbre para cassar o mandato do presidente; escutas teriam sido colocadas para interceptar conversas dele

  • Por Jovem Pan
  • 31/07/2020 21h16 - Atualizado em 31/07/2020 21h18
Roque de Sá/Agência SenadoAllan é investigado no inquérito das fake news, a pedido de Moraes

O blogueiro bolsonarista Allan dos Santos, do portal Terça Livre, deu detalhes nesta sexta-feira, 31, ao programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, sobre a denúncia de que existiriam maletas de escuta telefônica para interceptar conversas do presidente Jair Bolsonaro. Ele afirmou, ainda, que não fugiu do país, como tem dito alguns veículos de imprensa. “Eu sou dono de uma empresa e correspondente internacional dessa empresa. Não sou foragido da polícia, não sou foragido de nada”, explicou, complementando que saiu do Brasil por medo de represálias.

Segundo Allan, há um plano em andamento para “cassar o presidente Bolsonaro”, orquestrado pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Luis Roberto Barroso, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. De acordo com o blogueiro, Barroso tinha conhecimento de que haviam maletas de escuta telefônica nas embaixadas da Coreia do Norte e da China, e na casa do advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, para interceptar conversas de Bolsonaro. A varredura teria sido feita pela empresa Rohde & Schwartz, a pedido do funcionário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Igor Tobias.

“Ninguém no TSE informou isso ao presidente, ninguém disse nada. É um concluio entre Moraes, Barroso, Maia e Alcolumbre para cassar Bolsonaro, para utilizar isso no processo do TSE”, afirmou Allan. Há quatro ações no TSE que apuram os disparos em massa de notícias falsas, por meio do aplicativo WhatsApp, durante a campanha eleitoral de 2018. Se comprovados os crimes eleitorais, como resultado, a chapa Bolsonaro/Mourão seria cassada.

Allan é investigado no inquérito das fake news, a pedido de Moraes. Ele afirmou, no entanto, que não teme ser enquadrado na Lei de Segurança Nacional, mas sim que o ministro “não respeite a lei e a ordem” e use o seu cargo para “o perseguir”. O blogueiro ainda disse que “a liberdade de imprensa está ameaçada”. Hoje, Moraes aumentou de R$ 20 mil para 100 mil a multa diária ao Facebook por não bloquear em todo o mundo 12 perfis investigados no inquérito que apura o disparo de notícias falsas.