Bolsonaro pediu que PF investigue deputado que diz tê-lo alertado sobre Covaxin, afirma Onyx

Em entrevista exclusiva ao programa ‘Os Pingos nos Is’, ministro afirmou que Luís Miranda terá que explicar para a Justiça ‘crimes que cometeu hoje’

  • Por Jovem Pan
  • 23/06/2021 20h42 - Atualizado em 23/06/2021 21h09
Fátima Meira/Estadão ConteúdoOnyx Lorenzoni deu entrevista ao programa Os Pingos Nos Is nesta quarta

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni, afirmou que o presidente Jair Bolsonaro pediu à Polícia Federal que investigue o deputado Luís Miranda (DEM-DF) e seu irmão, servidor do Ministério da Saúde, pelas alegações a respeito da compra da vacina indiana Covaxin. O parlamentar diz ter se encontrado com o presidente para avisar sobre supostas irregularidades nas negociações. “O deputado Luís Miranda vai ter que  explicar para a Justiça brasileira, para as autoridades, os crimes que ele cometeu hoje”, afirmou Onyx em entrevista exclusiva ao programa “Os Pingos Nos Is”, da Jovem Pan, nesta terça-feira, 23. O ministro disse que o governo também preparou um pedido para que a Controladoria Geral da União (CGU) abra um processo administrativo disciplinar sobre o servidor da Saúde.

Para Onyx, os documentos apresentados pelo deputado para expor possíveis irregularidades na compra das vacinas foram fraudados. O ministro também mostrou notas fiscais e e-mails para rebater as acusações e informou que o governo pedirá uma análise pericial da PF para apurar se houve alteração. “O documento que foi apresentado hoje é completamente diferente dos dois documentos oficiais, um do dia 19 e outro do dia 23, encaminhados ao Ministério da Saúde”, disse. “O deputado Luís Miranda vai entender que ele não pode fazer o mal a outra pessoa. Ele tem que saber que há de ter seriedade, responsabilidade e vai arcar com as consequências de seu ato. Tanto ele, quanto seu irmão e todos aqueles que estiverem envolvidos nessa verdadeira falcatrua para tentar, através de fake news, atingir a honra do presidente e o nosso governo”, completou.