Bolsonaro sobre Merkel e Macron: ‘Faltava conversar de igual para igual’

  • Por Jovem Pan
  • 28/06/2019 21h03
Clauber Cleber Caetano/ PRPresidente disse ter trocado "sorrisos amáveis" com ambos após conversas

O presidente Jair Bolsonaro, em entrevista exclusiva ao programa Os Pingos nos Is da Jovem Pan na noite desta sexta-feira (28), falou sobre alguns dos encontros realizados nesta semana em Osaka, no Japão, durante o G20. Ele afirmou que um chefe de Estado brasileiro nunca havia sido “tão procurado” por outros líderes em um evento como esse e explicou os ruídos divulgados na imprensa envolvendo sua relação com o presidente francês Emmanuel Macron e a primeira-ministra alemã Angela Merkel. Ambos haviam feito duras críticas à política ambiental do País.

“O mundo está de olho em nós. O mundo quer que o Brasil recupere a confiança e volte a ter prestígio”, disse. “Em relação ao Macron, convidei ele a ir de Boa Vista a Manaus, são duas horas de voo. Você olha para baixo e não vê nada degradado. Nem quero comparar com a Europa, que não tem mais nada. A Amazônia, enquanto eu for presidente, é nossa. E nós pretendemos explorar de forma racional. Convido a explorá-la conosco. O mesmo eu falei a Angela Merkel”, afirmou.

Bolsonaro comentou ainda que, em gestões anteriores, outros presidentes iam a encontros internacionais como esse e voltavam “demarcando 10, 20, 30 reservas indígenas” indiscriminadamente e fazendo, segundo ele, “um estrago nessa neurose ambientalista”.

“Merkel tinha uma postura de querer falar grosso comigo. Nos encontramos antes da reunião e conversei com ela. Foi uma conversa saudável e bacana. Na reunião, depois, ela nem tocou no assunto. Trocamos sorrisos amáveis. Faltava conversar com as autoridades de igual para igual. E não ficar se submetendo a caprichos”, afirmou. “Eles agem de maneira certa, defendendo interesses de seus países. Nós temos que defender os nossos. De igual para igual, sem sofrer pressões.”

Sobre o acordo Mercosul x UE

Ainda na entrevista, Bolsonaro comemorou, mais uma vez, o acordo firmado entre o Mercosul e a União Europeia. Segundo ele, essa “vitória” se deve à sua “equipe fantástica de ministros”.

“Todas as nossas vitórias, não só essa aqui em especial, eu devo à equipe fantástica de ministros que conseguimos trazer ao governo. Tereza Cristina, da Agricultura, Ernesto Araújo, das Relações Exteriores, Ricardo Salles, do Meio Ambiente, Paulo Guedes, da Economia, Onyx Lorenzoni, da Casa Civil”, pontuou. “Modéstia à parte, temos sorte e felicidade em contar com uma equipe dessa. Escolhi ministérios técnicos para atender a todos (…). O Brasil vai voltar a ter um lugar de destaque no cenário mundial.”