‘Brasil está ganhando maturidade’, diz Ana Paula Henkel sobre manifestações pró-Lava Jato

  • Por Jovem Pan
  • 01/07/2019 19h09
Jovem PanProtestos do domingo aconteceram em dezenas de cidades do País e em todas as capitais

Em participação especial no programa Os Pingos nos Is da Jovem Pan nesta segunda-feira (1°), a ex-jogadora de vôlei Ana Paula Henkel avaliou como positivas as manifestações favoráveis à Operação Lava Jato ocorridas neste domingo (30). Segundo ela, o país está “ganhando maturidade” com os protestos.

“É até engraçado eu explicar para amigos dos EUA como as pessoas estão indo às ruas defender ministros, pautas impopulares, austeridade fiscal”, comentou Henkel. “O Brasil está ganhando uma maturidade necessária, isso é bom.”

Os protestos do domingo aconteceram em dezenas de cidades do País e em todas as capitais. As passeatas, organizadas principalmente pelos grupos Nas Ruas, Vem Pra Rua e Movimento Brasil Livre (MBL), defendiam a reforma da Previdência, a aprovação do pacote anticrime do ministro Sergio Moro e a manutenção da Operação Lava Jato.

“Se não fosse a Lava Jato, onde estaríamos?”, questionou Henkel. “Quantas operações não foram anuladas por políticos e seus empresários de estimação? A Operação é um patrimônio nacional”, completou.

As manifestações foram idealizadas após reportagens do The Intercept divulgarem trocas de mensagens atribuídas a Moro e aos procuradores da força-tarefa. A ex-jogadora também comentou o caso, lembrando da repercussão motivada pela atuação do jornalista Glenn Greenwald, que integra a equipe do site, em um vazamento de informações do governo dos EUA. À época, ele ajudou a divulgar dados da Agência de Segurança Nacional (NSA, em inglês), que demonstravam práticas de espionagem da presidência em outros países.

“O Glenn conseguiu uma coisa dificílima nos Estados Unidos, que foi unir democratas e republicanos contra esse vazamento”, apontou  Henkel. “Venderam a narrativa de que era de interesse público, que o governo estava invadindo a privacidade das pessoas. E agora divulgam informações obtidas com invasão dos celulares dos procuradores.”