Guilherme Fiuza sobre Renda Brasil: ‘Único programa realmente eficaz se chama emprego’

Comentarista defende a reabertura da economia e do comércio para o Brasil voltar a gerar riquezas

  • Por Jovem Pan
  • 16/09/2020 20h25
Tony Winston/Agência BrasíliaGrande preocupação do governo é o fim do auxílio emergencial em janeiro, destinado aos trabalhadores informais, chamados pela equipe econômica de invisíveis

O Renda Brasil, que foi cotado pela equipe econômica do governo como o substituto do Bolsa Família, foi descartado pelo presidente Jair Bolsonaro nesta terça-feira, 15. Hoje, 16, em entrevista exclusiva ao programa Jornal Jovem Pan, o senador Márcio Bittar (MDB-AC)relator da PEC do pacto federativo, disse que foi autorizado pelo presidente a buscar fontes de recursos para criar um novo programa social. Segundo o comentarista Guilherme Fiuza, do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, o “único programa realmente eficaz se chama emprego”. “O País precisa partir para gerar riquezas. Essa é a única resposta. Se você conseguir escapar da depressão que é o que ficou desenhado, aí você pode começar a discutir ali dentro da equipe como se faz um novo projeto”, afirmou.

Fiuza defende a reabertura do comércio como forma de retomar a economia brasileira, fortemente impactada pela pandemia da Covid-19. “Não tem como gerar riquezas com gestores achando bacana coibir o funcionamento das atividades”, disse. A grande preocupação do governo é o fim do auxílio emergencial em janeiro, destinado aos trabalhadores informais, chamados pela equipe econômica de invisíveis, já que não apareciam nos cadastros dos programas federais. “O auxílio emergencial se transformou em um retrato da população que não estava nos programas do governo, e por causa disso se chegou a decisão de tentar fazer um programa para os invisíveis. Mas dinheiro não cai do céu e veio essa controversa, suspender o abono salarial, congelar as aposentadorias… São contas que são feitas não para lesar alguém, é para criar modelos que sejam naturais, você sempre vai ter um ganho se atingir algum privilégios, alguns direitos que acabam virando distorções”, afirmou Fiuza.

Na terça-feira, Bolsonaro justificou que o Renda Brasil seria abortado pois ele não iria “tirar dos pobres para dar para paupérrimos”. “Jamais vou congelar salário de aposentados ou fazer com que o auxílio para idosos e pessoas com deficiência seja reduzido por qualquer coisa. Até 2022, no meu governo, está proibido falar a palavra Renda Brasil. Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final”, completou. Em entrevista à Jovem Pan no início de setembro, o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, chegou a dizer que o programa formaria um “ecossistema de oportunidades” para toda a população.