‘Médicos foram cancelados pela milícia checadora’, diz Ana Paula Henkel

Agências de checagem enviaram carta aberta ao YouTube para cobrar medidas contra fake news; programa Os Pingos Nos Is comentou

  • Por Jovem Pan
  • 12/01/2022 19h28
PixabayAgências de checagem cobraram medidas contra desinformação no YouTube

Mais de 80 organizações de checagem de fatos enviaram uma carta aberta ao YouTube nesta quarta-feira, 12, para cobrar medidas de combate à desinformação na plataforma. Duas empresas brasileiras assinam o documento: a Agência Lupa e Aos Fatos. As entidades pedem que o YouTube exerça a transparência sobre como a desinformação trafega na plataforma e divulgue publicamente suas políticas para abordá-la, aja contra infratores reincidentes que produzem fake news, além de ampliar esses esforços a idiomas diferentes do inglês. As agências também defendem que o site se concentre em fornecer contexto em vez de excluir vídeos. “Isto pode ser feito estabelecendo uma colaboração significativa e estruturada com organizações de verificação de fatos e investindo no trabalho delas”, diz a carta.

Ao comentar a carta, Ana Paula Henkel, comentarista do programa Os Pingos Nos Is, da Jovem Pan News, criticou o trabalho das agências de checagem durante a pandemia de Covid-19. “Nós temos visto médicos sérissimos como o doutor Zeballos, Paulo Porto, Roberta Lacerta, Francisco Cardoso, entre outros, eles foram cancelados, linchados, tiveram suas plataformas censuradas durante toda a pandemia. São médicos que estavam no front. Eles foram cancelados e taxados de fake news por essa milícia checadora, e absolutamente tudo que esses médicos disseram se concretizou”, afirmou. “Eles precisam tentar silenciar todos nós, mas não vamos entrar nessa espiral de silêncio que eles estão há muito tempo tentando nos colocar”, completou.  

Assista ao programa Os Pingos Nos Is desta quarta-feira, 12, na íntegra: