Zema: Descentralizar decisões foi ‘determinante’ para controlar pandemia

Minas Gerais tem 21.728 casos confirmados de Covid-19 e 481 óbitos, um índice de mortalidade superior apenas ao do Mato Grosso do Sul

  • Por Jovem Pan
  • 15/06/2020 22h02 - Atualizado em 16/06/2020 07h55
ALLAN CALISTO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDORomeu Zema (NOVO), governador de Minas Gerais

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (NOVO), atribuiu em entrevista ao programa Os Pingos nos Is nesta segunda-feira, 15, o número baixo de casos e mortes pela Covid-19 no estado a quatro fatores. O primeiro, à agilidade em lidar com a pandemia, já que, segundo ele, as medidas de isolamento foram adotadas no dia 16 de março. Em segundo lugar, a adesão da população à quarentena, além da ida de 80% da população para o interior, o que evitou aglomerações nas grandes cidades. Em último, Zema destacou que foi determinante a descentralização das decisões, já que cada “prefeito conhece muito melhor a sua cidade”.

“A pandemia parece um incêndio, se você age rápido, você controla. Se demora a agir, dificilmente fica sob controle depois”, explicou. De acordo com o boletim de hoje do Ministério da Saúde, Minas Gerais tem 21.728 casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus e 481 mortes, um índice de mortalidade de 2,3, superior apenas ao do Mato Grosso do Sul.

O governador disse que a reabertura tem ocorrido de forma diferente para cada região do estado. Segundo ele, mais de 30% das cidades não tiveram, até o momento, notificação de casos ou óbitos. No entanto, algumas cidades, como Uberlândia e a região do Vale do Aço e Ipatinga, registraram um aumento acentuado nos últimos 15 dias, após a flexibilização do isolamento social. “Temos casos de cidades que avançaram e depois recuaram, e essa situação deve acontecer bastante nas próximas semanas ou meses. Se aumentar o número de casos, precisamos colocar o pé no freio”, afirmou. Zema lembrou, porém, que Minas não tem, atualmente, nenhum hospital lotado ou “sem condições de atender as pessoas”. Pelo contrário, muitos deles ainda tem leitos vagos e disponíveis, ressaltou.

Interiorização dos casos

Perguntado sobre a interiorização das contaminações — o que tem ocorrido em todo o país –, principalmente com grande parte da população fora das regiões metropolitanas, Zema admitiu que acontece, mas destacou que foram tomadas uma série de medidas para melhorar a infraestrutura hospitalar no estado. Segundo ele, os leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foram ampliados em 872, 90% deles no interior de Minas Gerais. “Se hoje alguém precisar de um leito e não tiver na cidade onde mora, não vai andar 400, 300 km. Às vezes 100 ou 150 km, mas o estado hoje está muito mais bem estruturado do que estava em março. Tenho dito que Minas vai, no pós-pandemia, ter uma estrutura hospitalar muito superior ao que tinha até março”, completou.