‘Moro está sentindo o peso de entrar para a política de corpo e alma’, diz Cristina Graeml

TCU solicitou o bloqueio de bens do ex-ministro; programa Os Pingos Nos Is comentou

  • Por Jovem Pan
  • 04/02/2022 19h41
ROBERTO SUNGI/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, durante lançamento de seu livro Ex-ministro Sergio Moro é pré-candidato à Presidência

O subprocurador-geral da República, Lucas Rocha Furtado, do Ministério Público Federal (MPF) e ligado ao Tribunal de Contas da União (TCU), solicitou o bloqueio de bens do ex-ministro e ex-juiz Sergio Moro (Podemos) por suposta sonegação de impostos nos pagamentos que o pré-candidato recebeu da consultoria Alvarez & Marsal. O pedido foi feito nesta sexta-feira, 4, dias depois de Furtado solicitar o arquivamento da investigação sobre os ganhos de R$ 3,6 milhões pagos pela consultoria ao juiz. Com a investigação em curso, o ex-juiz revelou seus ganhos e, em live, afirmou ganhar US$ 45 mil por mês no emprego que conseguiu após deixar o Ministério da Justiça.

Durante sua participação no programa Os Pingos Nos Is, da Jovem Pan News, a comentarista Cristina Graeml afirmou que Moro será mais cobrado por ter entrado na política. “Moro está percebendo o que é ser vidraça, está sentindo o peso de entrar para a política de corpo de alma. Quando ele entrou no Ministério da Justiça, ele ainda se manteve na postura de juiz, demorou um pouco para aparecer. Agora está tendo que abrir a vida toda e entender que vai ser vasculhada toda a qualquer atividade dela, passada e presente também, tudo vai ser explorado”, disse. “Ele vai ter que abrir as contas de uma forma um pouco mais ampla do que fez na live e perceber que tendo alianças ou não, se declarando de Centro ou não, vai continuar levando pedrada”, concluiu.

Assista ao programa Os Pingos Nos Is desta sexta-feira, 4, na íntegra: