Moro não está à vontade como político e filiação pareceu ensaio de grêmio estudantil, diz Fiuza

Ex-juiz se filiou ao Podemos nesta quarta-feira; comentaristas do programa ‘Os Pingos Nos Is’ analisaram discurso

  • Por Jovem Pan
  • 10/11/2021 19h16
Danilo Martins/Divulgação/Podemos Sergio Moro Sergio Moro se filiou ao Podemos e deve ser candidato à presidência nas eleições 2022

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro se filiou ao Podemos nesta quarta-feira, 10. Em seu discurso, o ex-juiz da Operação Lava Jato falou contra a corrupção, prometeu acabar com o foro privilegiado e pôr fim à reeleição para cargos do Poder Executivo. “Eu não tenho uma carreira política e não sou treinado em discursos políticos. Alguns até dizem que não sou eloquente e muita gente critica a minha voz, mas se eventualmente eu não sou a melhor pessoa para discursar, posso assegurar que sou alguém em que vocês podem confiar”, afirmou Moro. O ex-ministro também defendeu o avanço da reforma tributária, a privatização de empresas estatais, o fim do desmatamento e queimadas ilegais, a preservação da Amazônia e o investimento em energia limpa.

Durante sua participação no programa “Os Pingos Nos Is“, da Jovem Pan News, o comentarista Guilherme Fiuza analisou o discurso de filiação de Moro e comparou o evento a um ensaio de grêmio estudantil. “O que eu vejo é um não político. Não quero fazer nenhuma profecia, mas eu não vejo como esse personagem se transformar em um líder com força eleitoral. Ele não está a vontade no papel, parecia um ensaio de grêmio estudantil”, opinou. “Se o Moro que fez um excelente trabalho como juiz tivesse se mantido, ele continuaria tendo um cacife. Esse Sergio Moro que aparece agora como político não será reconhecido pela população como aquele que ela tanto admirou”, completou. 

Assista ao programa “Os Pingos Nos Is” desta quarta-feira, 10, na íntegra: