‘Se possível, eu e Guedes acabaríamos com todas as estatais’, diz Salim Mattar
“Se possível, eu e o [Paulo] Guedes acabaríamos com todas as estatais. Mas temos orientação do presidente Jair Bolsonaro que a Caixa, o Banco do Brasil e a Petrobrás não serão vendidos”, afirmou o secretário Especial de Desestatização e Desinvestimento, Salim Mattar, em entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, nesta sexta-feira, 7. Após rumores que teria brigado com o ministro das Comunicações, Fabio Faria, sobre a privatização dos Correios, Salim disse que “não passa de fofocas” e que eles “estão muito alinhados”, inclusive também para a desestatização da EBC e da Eletrobrás. “Não para esse momento, mas estamos alinhados”, disse.
Segundo o empresário, a pauta conservadora de Bolsonaro e o liberalismo do ministro da Economia, Paulo Guedes, foram uma junção muito boa. Ele também criticou a quantidade de estatais no Brasil — 698, mais do que ele imaginava — e disse que o funcionalismo precisa diminuir. “No Reino Unido, o funcionalismo público custa 9,5% do PIB, nos EUA 10%, e no Brasil 13%. É uma ineficiência comparativa em relação aos outros países. Poderíamos triplicar o valor e o número de pessoas no Bolsa Família. É normal que os funcionários das estatais, os sindicatos, sejam contra, mas a sociedade deseja que algumas estatais sejam rapidamente privatizadas”, afirmou. O secretário estimou que, depois da pandemia da Covid-19, vai conseguir vender a Eletrobrás, o que reduziria cerca de 300 ativos.
Salim criticou o Correios, chamando a empresa de “berço do mensalão”. “O número de corrupções é tamanho que é a única estatal que tem um convênio com a Polícia Federal”, disse. Para ele, o Correios está se transformando em uma estatal “inviável” e a existência da “empresa viola a Constituição”. “Onde que entregar um pacote, que é a grande receita do Correios, é interesse coletivo? Ainda mais com o número de reclamações que recebe”, finalizou.
Assuntos
continue lendo
Política
Qual é o papel de Jair Bolsonaro na campanha presidencial de Flávio?
Ex-presidente tem participação limitada em atos e redes, mas segue como referência política central para a candidatura do filho
- ‘Bondades’ anunciadas por Lula em 2026 somam até R$ 178,1 bilhões ao ano Jovem Pan · há 6 dias
- Trump diz que Groenlândia tem maior reserva de petróleo do mundo e que ela será explorada Estadão Conteúdo · há 7 dias
- Eleições 2026: mais de 33,4 milhões de brasileiros deixaram de votar no 1º turno Jovem Pan · há 2 semanas
- Allyson Bezerra e Cadu Xavier vão para o 2º turno pelo governo do RN Júlia Lara · há 2 semanas