Pai narra ameaças a Fábio Porchat: “disseram que ele poderia levar tiros de fuzil”
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Recentemente, Fábio Porchat esteve envolvido em uma triste confusão. Um blog intitulado Blog do Soldado publicou uma série de ameaças a ele depois que o canal Porta dos Fundos, do qual é um dos idealizadores, produziu uma esquete provocando a corrupção existente dentro da Polícia Militar. Nesta terça-feira (11), em entrevista ao Jovem Pan Morning Show, o pai do comediante, o ex-deputado também chamado Fábio Porchat, falou com mais detalhes sobre o caso e contou quais providências eles já tomaram.
“Depois da esquete, que se chama Dura, ele recebeu ameaças de morte explícitas do blog, que é aparentemente de alguns amigos de policiais militares. As mensagens diziam que ele iria levar tiros de fuzil no rosto”, disse. “A PM avisou que não tem nada a ver com aquilo e que inclusive condena o blog de maneira veemente. Em seguida, [os autores] perceberam que temos nossa defesa dentro da legalidade e mudaram os textos. Apenas atenuaram, retiraram a parte do fuzil e falaram em ‘uma grande surra’. Significa a mesma ameaça”, completou.
De acordo com o ex-deputado, ainda não se sabe exatamente quem são os responsáveis pelo site. Ele e seu filho, no entanto, já procuraram a ajuda das autoridades para solucionar o problema e reivindicaram proteção aos membros da família e do canal humorístico.
“Não tenho ideia de quem faz o blog. De qualquer maneira, junto ao senador Álvaro Dias (PSDB-PR), fomos apresentar nossa proposta para a mesa do Senado, que a aceitou perfeitamente e a levou ao ministro da justiça, José Eduardo Cardozo. Transferiu-se a segurança e a integridade física da família ao ministro, que imediatamente tomou as providências cabíveis. Espero que em pouco tempo isso se resolva. Já tiraram o blog do ar, perceberam que estamos tratando com os poderes constituídos e não paralelos. Espero que já tenham colocado um ponto final, que as autoridades tenham competência”, afirmou.
Fábio ainda revelou que, após as ameaças, o comediante seguiu sua vida normalmente, sem nenhuma escolta ou proteção especial – o que eles pretendem continuar evitando.
“Não queremos. Martiriza qualquer cidadão se ver com essa proteção esdrúxula. Só queremos ver um ponto final nisso”, repetiu.
Confira a íntegra no áudio.
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