País não pode parar, mesmo se impeachment for confirmado, diz Chequer

  • Por Jovem Pan
  • 31/08/2016 08h48
Rogério Chequer

No dia em que o Senado vota o afastamento definitivo de Dilma Rousseff, já se começa a falar sobre o que vem após o processo que se arrasta há mais de nove meses.

Manifestações de rua mobilizaram milhares de pessoas pelo País pedindo o fim da corrupção e o afastamento da petista. Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o líder do Vem Pra Rua, Rogério Chequer, reafirmou a importância da voz das ruas no processo.

“Mostra uma atitude nova da sociedade brasileira. Eu não vi outro momento onde a sociedade tenha decidido tomar pelas mãos o seu próprio destino de forma tão consistente”, disse.

Legado do impeachment

Segundo Chequer, passado o episódio do impeachment de Dilma, não se pode crer que os problemas do País acabaram. Ele ressaltou que “o Brasil ainda está um horror e a gente não pode parar”.

Próximos passos do vem Pra Rua

Assim como fez com o Mapa do Impeachment, o Vem Pra Rua pretende lançar na próxima semana o Mapa das 10 Medidas Contra a Corrupção.

O projeto corre na Câmara dos Deputados e o parlamentar Onyx Lorenzoni o tem em mãos para análise. “Ele está fazendo um ótimo trabalho”, destacou Chequer.

Sobre o Mapa, Rogério Chequer explicou que a ideia é mostrar como se dá a intenção de cada parlamentar: “estaremos escancarando a posição deles para a sociedade”.

Outro Mapa que deve ser lançado pelo grupo é o que trata sobre a prerrogativa de função – o foro privilegiado. “A partir daí vamos atuar fortemente na pressão para uma reforma política”, garantiu.

Vem Pra Rua vira partido político?

Chequer reafirmou que não. “Não existe essa possibilidade. Venho repetindo isso. O motivo por trás disso, de se manter como movimento, é porque somos uma forma mais efetiva de pressão se não nos transformarmos em partido”, reiterou.

O líder do Vem Pra Rua, no entanto, negou que caso se transformassem em partido seria errado. “Não existe pecado em virar partido, mas entrar na política, as forças são diferentes, a metodologia é diferente. Fazemos isso não só por ideologia, mas por acreditar que é mais efetivo”, finalizou.