Palco de rebelião e morte de jovens tem facções e superlotação de 500%

  • Por Jovem Pan
  • 05/06/2017 10h17
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PB - REBELIÃO/ADOLESCENTES INFRATORES/PARAÍBA - GERAL - Movimentação de familiares de jovens infratores do lado de fora do Lar do Garoto Pe. Otávio Santos, no distrito de Lagoa Seca, agreste paraibano, onde sete adolescentes que cumpriam medidas socioeducativas morreram, neste sábado (3), A maioria das vítimas morreu carbonizada. Há relatos, também, de esquartejamento. Pelo menos 30 adolescentes conseguiram fugir. A unidade abrigava 212 internos, mas foi projetada para ressocializar 40. 03/06/2017 - Foto: JOSEMAR GONÇALVES/TRIPÉ FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO JOSEMAR GONÇALVES/TRIPÉ FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO Familiares apreensivos do lado de fora do “Lar Garoto Padre Otávio Santos”

Uma rebelião na Paraíba terminoua morte de sete jovens e a fuga de outros 17 de um centro socioeducativo destinado a adolescentes infratores. A polícia da Paraíba afirma já ter identificado quatro responsáveis pelo assassinato dos sete jovens dentro de uma unidade socioeducativa. As mortes ocorreram na madrugada de sábado (3).

Algumas vítimas foram carbonizadas e outras, esquartejadas durante uma rebeliao no Centro Socioeducativo lar do Garoto, que fica na cidade de Lagoa Seca, no agreste da Paraíba. Durante a confusão 17 adolescentes fugiram. Segundo a polícia, os suspeitos pelos assassinatos são todos maiores de 18 anos. Eles completaram a maioridade enquanto já cumpriam pena por homicídio.

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB paraibana, Wigne Nadjare, conta que, nesta segunda-feira, devem ser apuradas as causas que levaram ao motim. Os primeiros relatos, porém, apontam para uma briga entre integrantes de facções rivais.

“Sabe-se que se deu uma briga entre esses dois grupos. Mas nós acreditamos que outros elementos talvez possam ter contribuído para que essa fatalidade possa ter acontecido. Não temos ainda de maneira precisa se esses sete adolescentes assassinados tinham ligação com essa facção”, explica Nadjare.

As condições da unidade também foram apontadas como fundamentais para permitir o descontrole do local.

Segundo o Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB paraibana: embora tenha capacidade para 44 internos, a unidade abrigava 220. Ou seja, são cinco adolescentes presos para cada vaga no “centro socioeducativo”. Duas salas de aula estavam sendo usadas com celas. Há, ainda, relato de falta de água, de banheiros, de equipamentos de segurança e medicamentos.

Ouça a reportagem de Helen Braun AQUI.

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