"A amizade é mais importante que o dinheiro", explica Sr. Barriga sobre briga entre Chaves e Chiquinha

  • Por Jovem Pan
  • 05/04/2016 14h29
Jovem Pan<p>Edgar Vivar, o Senhor Barriga, foi o convidado ilustre do Pânico</p>

Ícone de gerações inteiras e há 45 anos no ar, o seriado Chaves conquistou milhões de fãs ao redor do mundo. O eterno Seu Barriga, Edgar Vivar, esteve no Pânico desta terça-feira (05) fazendo revelações sobre a série e contando um pouco mais sobre seu novo show, “Uma Noite com Sr. Barriga”, “é uma montanha russa de emoções. É uma mistura de stand-up, com música e bate papo”.

A polêmica entre Roberto Bolaños, o Chaves, e Maria Antonieta, a Chiquinha, é conhecida por anos. Os dois brigaram durante muito tempo sobre os direitos autorais da personagem de Maria. Edgar, no entanto, preferiu não se intrometer e disparou que “a amizade é mais importante que o dinheiro”.

Edgar Vivar não tinha contato com televisão até receber uma ligação de um certo Roberto Bolaños. “Eu fazia teatro e comerciais. Um dia recebi uma ligação de Bolaños. No dia seguinte fui para a emissora, na época o Canal 8. Me avisaram que não tinha ponto eletrônico, e eu perguntei: o que é ponto? Fui contratado!”, contou.

Com 10 anos de trabalhos ininterruptos e cerca de mil episódios gravados, Sr. Barriga explicou que a série, apesar de parecer improvisada, “era toda marcada e matemática. Você podia improvisar no ensaio, se Roberto aprovasse, estaria ok. Mas tinha que ser bom!”.

Vivar não esconde a admiração quando fala de Roberto, o criador e intérprete do Chaves. “Ele era muito inteligente e muito generoso. Não escrevia somente para ele, escreveu para todos. Ele podia deixar as melhores piadas para ele. Mas não, escreveu pra mim, pra Chiquinha pro Quico”.

Respeito e fama

Chaves é exibido pelo SBT há cerca de 30 anos, transformando os personagens e a história em figuras cultuadas.

Sobre essa fama, Vivar explicou que Bolaños não tinha noção desse sucesso. “Quando fizemos os episódios, o Roberto mesmo nunca imaginou que o nosso trabalho teria a transcendência que teve. Depois de mais de 30, quase 40 anos, as pessoas ainda estão apaixonadas! Isso é incrível! Os valores que o show apresenta, são universais. A comédia ainda funciona”, disse.

Aliás, sobre o SBT, Vivar confessou que a emissora de Silvio Santos paga um “preço simbólico, apenas 10% do valor de quando a série começou a ser exibida”.