‘Bolsonaro divide o país do mesmo jeito que o PT dividiu’, diz Marcelo Tas

  • Por Jovem Pan
  • 03/07/2019 14h06
Jovem Pan Marcelo Tas foi o convidado do Pânico nesta quarta-feira (3)

O apresentador Marcelo Tas comparou o governo de Jair Bolsonaro aos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Para ele, o presidente vem polarizando o Brasil tanto quanto seus antecessores. “Bolsonaro divide o país do mesmo jeito que o PT dividiu”, disse em entrevista ao Pânico, nesta quarta-feira (3).

O ex-âncora do “CQC”, que agora comanda o programa “Provocações”, na TV Cultura, criticou a narrativa de Bolsonaro, mas comemorou o fato do PT não estar mais no poder. “Ótimo que não seja o PT [no governo], mas lamento que quem foi eleito crie um discurso que separa o Brasil”, afirmou.

Mesmo com as críticas ao capitão reformado, Tas faz questão de ressaltar que não é a favor dos petistas. “Eu sou absolutamente consciente do desastre que foi o PT no governo do Brasil”, destacou. “Eles cometeram crimes que não podemos aceitar”, continuou. Mas, em meio a polarização, ele defende que todos os lados sejam ouvidos. “O momento do Brasil é um momento de ter mais conversas”, explicou.

Lava Jato

Marcelo Tas também comentou o vazamento de mensagens atribuídas ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e procuradores da Lava Jato. Para ele, tem gente querendo “ridicularizar” a operação. “Estamos tentando demonizar toda uma operação contra a corrupção, e me parece que o alvo é defender um dos condenados”, disse, sem citar Lula.

Ele ainda criticou o método que o The Intercept Brasil está usando para divulgar as informações. “Estão sendo jogados dados no ventilador sem contexto, e o jornalismo existe para dar contexto. Esse jornalismo a conta-gotas eu conheço, não é legal”, afirmou.

Tas, no entanto, defendeu que as mensagens sejam publicadas. “Eu sou a favor da liberdade de imprensa, acho legítimo que o Glenn [Greenwald, do The Intercept] publique as informações. O que não dá é para fazer essa técnica Netflix, isso não é jornalismo.”