Covas diz que rodízio em SP não deu certo por ‘falta de colaboração das pessoas’

  • Por Jovem Pan
  • 21/05/2020 12h42 - Atualizado em 21/05/2020 12h44
Roberto Casimiro/Estadão ConteúdoBruno Covas participou do Pânico nesta quinta-feira (21)

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, afirmou, em entrevista ao Pânico nesta quinta-feira (21), que a ampliação do rodízio de veículos na cidade não deu certo porque houve “falta de colaboração das pessoas”.

Segundo Covas, o rodízio ampliado, que durou apenas uma semana, não surtiu os efeitos esperados e, por isso, foi cancelado. “Conseguimos tirar 1,2 milhões de carros de circulação, dar conta do recado, mas o Estado não ampliou frota de trem e metrô”, explicou.

Apesar da restrição de circulação de veículos, o índice de isolamento aumentou apenas 1,5% em relação à semana anterior, quando o rodízio não estava aplicado. “Não tinha sentido a gente exigir um esforço da população se no final das contas o acréscimo [do índice de isolamento] foi baixo”, disse. “Faltou colaboração das pessoas. Elas continuaram a circular, a sair de casa.”

O prefeito afirmou que até quarta-feira (27), a prefeitura e o governo de São Paulo vão anunciar quais serão as medidas contra a pandemia do novo coronavírus até o dia 1º de junho. Ele voltou a dizer que a imposição de um bloqueio total só na cidade de São Paulo é inviável e precisa ser decretado em todo o estado.

Discordância de Bolsonaro

Ainda na entrevista, Bruno Covas explicou os pontos de discordância com o presidente Jair Bolsonaro. “Discordo de ignorar essa doença, achar que não precisa de atuação do poder público. Precisa ter, sim”, afirmou.

Apesar disso, o prefeito disse que “não pode reclamar” da atuação do Ministério da Saúde em relação a São Paulo. “Recebemos os recursos”, garantiu.