“As coisas têm que ser divertidas, te preencher, orgulhar e fazer feliz”, diz Eduardo Moreira

  • Por Jovem Pan
  • 04/08/2015 14h07
Jovem Pan<p>Eduardo Moreira contou histórias de superação que passou na vida </p>

Foi só há pouco tempo que Eduardo Moreira, 39, ganhou as manchetes dos jornais. Isso porque o empresário foi o primeiro brasileiro a ser condecorado pela Rainha Elizabeth II, no Castelo de Windsor, na Inglaterra, por tentar erradicar a prática de violência na doma de cavalos.

Tudo começou em 2009, quando, após mudar-se do Rio de Janeiro para São Paulo, o empresário sofreu uma queda ao montar em um cavalo superarredio. “Foi muito sério, quase perdi o movimento das pernas, fiquei duas semanas sem conseguir mexer nada”, revelou em entrevista ao Pânico, nesta terça-feira (4).

Na recuperação ele conheceu a obra de Monty Roberts, “O homem que ouve cavalos”, onde o autor ensina a domar os animais sem qualquer uso de violência. As técnicas fizeram Eduardo mudar completamente sua filosofia de vida e melhorou suas relações não só com o animal, mas também com as pessoas.

“Foi um divisor de águas, aquele tombo foi melhor coisa que aconteceu na minha vida. Quando entendi a técnica e a levei para o meu dia a dia, senti necessidade de dividi-la também com outras pessoas. Por isso escrevi o livro, a gente sempre tem alguma coisa para melhorar”.

A obra do empresário, “Encantadores de Vidas”, tomou uma proporção gigantesca e vendeu mais de 200 mil exemplares. 

Extensão para outras áreas

Mais do que uma conexão com o trabalho por ele realizado com os cavalos, o nome do best seller nos remete ao encanto pela vida que Eduardo adquiriu após os episódios pessoais.

Ele, que também é economista, contou que em conversa com um amigo executivo, chegou à conclusão de que as pessoas não trabalham por dinheiro e sim por significados, é isso que as mantém motivadas.

“Ninguém faz nada bem por muito tempo só por disciplina. Ninguém acha gostoso acordar às 4 da manhã, correr pelo parque e comer sopa. As coisas têm que ser divertidas. Tem um capítulo no livro sobre isso. No trabalho tem que ser igual, as pessoas têm que se orgulhar, tem que achar aquilo divertido. Nós temos que seguir por caminhos que nos preencham e que nos façam feliz”, finalizou.