‘Não dá para achar que vai ficar tudo bem’, diz economista sobre efeitos do coronavírus

O economista Leonardo Lima e o deputado estadual Daniel José (Novo-SP) foram os convidados do Pânico nesta segunda-feira (16)

  • Por Jovem Pan
  • 16/03/2020 14h10
Jovem PanO deputado estadual Daniel José (Novo-SP) (esquerda) e o economista Leonardo Lima (centro) participaram do Pânico nesta segunda-feira (16)

O economista Leonardo Lima afirmou, em entrevista ao Pânico nesta segunda-feira (16), que a economia brasileira deve se preparar para os efeitos negativos da pandemia de COVID-19 causada pelo novo coronavírus.

“O governo tem que agir rápido e de forma eficiente. Tem que aceitar a perda, não tem essa de não ter perda”, disse Lima. “Não dá para ficar adiando as medidas achando que vai ficar tudo bem”, aconselhou.

A pandemia deve fazer com que o crescimento econômico brasileiro seja reduzido neste ano, mas o governo e órgãos econômicos já estão tomando medidas para diminuir os efeitos da crise.

Liderança de Bolsonaro

Para o deputado estadual Daniel José (Novo-SP), que também esteve no Pânico hoje, os estados de São Paulo e Rio de Janeiro são os que precisam de medidas mais enérgicas, não apenas na área econômica, por serem os que concentram o maior número de casos de COVID-19 no país. Ele se mostrou preocupado com a produtividade das empresas durante a pandemia.

Apesar de se dizer a favor da política econômica do governo de Jair Bolsonaro, o deputado disse que o presidente não está sendo um bom líder para a crise. “Concordo com as políticas do Bolsonaro na área econômica, mas a ação e a conduta do presidente não estão adequadas. Ele está deixando a desejar como líder no momento de crise”, disse.

O parlamentar condenou as manifestações a favor de Bolsonaro que aconteceram neste domingo (15) em várias cidades do país, inclusive com a presença do próprio presidente.

“Essas manifestações nunca deveriam ter acontecido”, disse Daniel José, que afirmou que o governo ainda não entendeu seu papel de liderança. “Sinto falta de líderes estadistas”, admitiu.