Cultura da ostentação prejudica nossas raízes, acreditam atores da peça “Os Donos do Mundo”

  • Por Jovem Pan
  • 16/11/2016 14h28
Johnny Drum/ Jovem Pan

Como você reagiria se acordasse e percebesse que é um dos poucos sobreviventes do fim do mundo? A peça “Os Donos do Mundo”, em cartaz no Teatro Augusta, discute um pouco sobre as situações que se seguiriam a um apocalipse e em conversa com o Pânico na Rádio nesta quarta-feira (16) os atores do espetáculo, Eric Surita, Francis Helena Cozta e Luccas Papp, falaram mais sobre as hipóteses.

Para Luccas Papp, responsável pelo texto da peça, os sobreviventes continuariam repetindo os mesmos erros. “Se forma uma pequena sociedade e o poder de decisão sobre tudo é desses 10 jovens que devem reconstruir um novo mundo e acabam cometendo os mesmos erros da sociedade antiga”, explica.

“Sociedade é isso. O homem comete erros e a forma de concertar é tentando ser melhor. Ser consciente”, completa. Para Eric Surita, um dos problemas que atingem as raízes da humanidade é o consumo como forma de poder: “a cultura da ostentação prejudica nossas raízes, deturpa todas as relações e acabamos caindo em uma hipocrisia”.

Comemorando o retorno aos palcos, Francis Helena Cozta falou sobre o drama dos personagens no espetáculo e como eles acabam se moldando, quebrando ou aprofundando de formas diferentes com as situações.

“Eles têm o mundo inteiro só para eles e podem fazer o que quiserem. Os conceitos vão mudando e amadurecendo ou não. É difícil entender o que é certo ou errado”, falou. Sobre uma possível forma de melhorar o mundo, ela palpitou: “um arrependimento verdadeiro já começa a ser um conserto”.

Com sessões lotadas, “Os Donos do Mundo” está em cartaz no Teatro Augusta, em São Paulo, todos os sábados às 19h até dia 17 de dezembro. Nesta quarta-feira (16) e quinta-feira (17) acontece sessão em Osasco no Teatro Municipal às 20h.