Delegado diz que Governo Dilma prejudicou a PF: "Poder tenta retaliar quem pode ser ameaça"

  • Por Jovem Pan
  • 14/07/2016 14h11
Jovem Pan<p>Carlos Eduardo Sobral falou sobre os procedimentos da PF</p>

Presidente da ADPF – Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal – e defensor da autonomia da PF, o delegado Carlos Eduardo Sobral esteve no Pânico desta quinta-feira (14) esclarecendo os limites do órgão público, além de explicar o que a PEC 412 significa.

Coração da Operação Lava Jato, a Polícia Federal sofreu nos últimos anos uma diminuição orçamentária, comprometendo algumas de suas ações. “Foi no Governo Dilma que nós caímos”, disse.

Segundo Sobral, o órgão público vem sofrendo intervenções políticas, algo que, de acordo com ele, não é benéfico. “É evidente que o Poder tenta retaliar quem pode ser uma ameaça. Isso é muito perigoso. Foi um governo que apoiou e agora não quis mais”, desabafou.

A PEC 412 nada mais é do que uma emenda Constitucional que garante uma autonomia da Polícia Federal, para que ela não sofra corte de gastos e interferências do governo vigente. “É uma tentativa de garantia de regulamentação do funcionamento da Polícia”, analisou.

Mas afinal, qual o real objetivo da PF? “Temos a missão de investigar crimes federais. Realizamos o controle de entrada e saída do País, controlamos a emissão de portes de armas de fogo, vendas e registros, controlamos a segurança privada, além de investigar crimes ambientais, eleitorais, crimes previdenciários, financeiros e patrimoniais”, explicou Sobral.

De acordo com o delegado, “é muita coisa para um contingente de menos de dois mil delegados”.