Gilberto Dimenstein e Roberto Sadovski comentam polêmica da Bienal: ‘Meio ridículo’

Em entrevista ao Pânico, Gilberto Dimenstein e Roberto Sadovski falaram sobre a polêmica envolvendo HQ da Marvel na Bienal do Rio

  • Por Jovem Pan
  • 10/09/2019 14h04
Jovem PanRoberto Sadovski e Gilberto Dimenstein foram os convidados do Pânico

Os jornalistas Gilberto Dimenstein e Roberto Sadovski comentaram, no Pânico, nesta terça-feira (10), a polêmica envolvendo uma HQ da Marvel na Bienal do Rio, na última semana. A prefeitura do Rio de Janeiro tentou recolher o livro e outros com temáticas LGBT do evento, que terminou neste domingo (8), mas foi impedida pela Justiça.

“O que aconteceu no rio é uma histeria com interesses eleitorais”, afirmou Dimenstein, citando que a decisão do prefeito Marcelo Crivella (REP) de censurar o livro foi para mascarar o governo que ele considera ruim.

O jornalista, no entanto, reconheceu que muita gente aprovou a ação de Crivella. “O que a gente acha ridículo, para muita gente não é ridículo, ele está defendendo a família”, disse.

Já Roberto Sadovski definiu como “meio ridículo” o que aconteceu no Rio. “Leio quadrinhos desde os 5 anos de idade. Se fosse influenciado por eles, eu estaria vestido de morcego e combatendo o crime”, ironizou, se mostrando um fã de Batman.

O crítico de cinema explicou que o investimento da Marvel em histórias com mais diversidade tem a ver com os leitores. “Muita gente de todos os espectros possíveis lê quadrinhos e esses leitores precisam se ver nas histórias”, contou. Ele ainda admitiu que a HQ censurada não é muito boa. “Essa história não é das piores, mas não é nenhuma maravilha.”

Felipe Neto

Dimenstein e Sadovski também comentaram a ação de Felipe Neto, que comprou livros com temática LGBT para distribuir aos frequentadores da Bienal.

“O Felipe Neto fez um investimento baixíssimo e recuperou em marketing”, disse Dimenstein. “E ele precisa recuperar o passado dele porque era homofóbico”, continuou o jornalista, lembrando que o youtuber já havia feito vídeos com comentários homofóbicos no passado.

“É admirável o que ele fez”, concordou Roberto Sadovski. “Os motivos que ele tem para isso são nobres, mesmo que ele tenha um ganho de marketing. E que bom que ele fez”, comemorou.