Dono do canal “Mamãe, Falei” pensa em se candidatar no futuro: “seria maravilhoso”

  • Por Jovem Pan
  • 26/10/2016 14h13
Johnny Drum/ Jovem Pan

Criador do canal “Mamãe, Falei” no YouTube, o paulista Arthur Moledo Do Val já passou por vários perrengues durante as gravações de seus vídeos, que chegam a provocar qualquer um que se manifeste por uma causa. Em entrevista ao Pânico nesta quarta-feira (26), o youtuber falou sobre os ataques que vem sofrendo e uma possível candidatura no futuro.

Identificando-se como liberal, Arthur foi questionado se teria interesse em atuar na política e não descartou uma candidatura daqui a alguns anos. “Se surgir a oportunidade seria maravilhoso”, falou.

Atualmente se dedicando ao canal no YouTube, em que vai à manifestações perguntar se as pessoas realmente entendem aquilo que estão protestando, o paulista revelou que tem sofrido diversos tipos de ataques. “Tenho ataques legais, com processos e ataques da mídia. Virei assassino e estuprador [por causa dos meus vídeos]”, falou.

Os rótulos vieram depois de dois dos seus vídeos mais famosos: quando foi acusado de assédio sexual ao tentar filmar uma escola ocupada e quando acabou fazendo uma denúncia contra Sebastião Mello e Plínio Zalewski, que foi encontrado morto após a publicação do vídeo. “Dizem que ele se suicidou por causa do meu vídeo”, comenta Arthur.

Com o sucesso cada vez maior do canal, o youtuber lembrou que, inicialmente, o intuito dos vídeos era apenas “reclamar da vida”, mas um dia veio a ideia de “focar em quem discordava de mim”.

“Comecei a fazer os vídeos sem nenhuma ambição e tomou uma proporção maior”, falou ao dizer acreditar que o Brasil encontra-se mais politizado, e as pessoas devem ser um pouco mais curiosas para entenderem mais dos problemas do país.

“Eu não sou estudioso, eu sou indignado”, explicou. “Se você estuda um pouquinho você percebe que está tudo errado no Brasil”, comentou ao falar sobre o posicionamento do Estado. “Tudo que é público é ruim. Não é fácil administrar, mas quem faz isso pior é o governo”, falou.