‘Não tem ilegalidade nenhuma’, diz Eduardo Bolsonaro sobre cargo em Brasília enquanto morava no Rio

Em entrevista ao Pânico, Eduardo Bolsonaro também falou sobre a indicação à embaixada nos Estados Unidos e o indiciamento do ministro do Turismo

  • Por Jovem Pan
  • 04/10/2019 14h42
Jovem PanEduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi o convidado do Pânico nesta sexta-feira (4)

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) explicou, em entrevista ao Pânico, nesta sexta-feira (4), a polêmica levantada nesta semana sobre ter tido um emprego em Brasília enquanto morava no Rio de Janeiro.

Segundo a BBC Brasil, o filho do presidente Jair Bolsonaro tinha um cargo de liderança do PTB na capital federal entre os anos de 2003 e 2004, mas morava no Rio de Janeiro na época. “Não tem ilegalidade nenhuma”, garantiu o deputado. “Quem disse que eu tinha que estar presente em Brasília? Eu posso ter um assessor [em Brasília] morando em Santos, São José do Rio Preto”, continuou.

O parlamentar afirmou que seu emprego em Brasília já havia gerado polêmica na época e o caso foi ressuscitado pela BBC nesta semana. “Se fosse algo sério, estaria respondendo a um processo, como não é, estou respondendo à imprensa”, ironizou.

Marcelo Álvaro Antônio

Eduardo Bolsonaro também comentou o indiciamento do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, pela Polícia Federal por um suposto esquema de candidaturas de laranjas. Ele defendeu que o caso seja investigado.

“Se estiver errado, não tem problema nenhum, ele tem que responder e pagar”, afirmou. “Se tiver problema e for comprovado, acabou, não tem que ficar passando a mão na cabeça de ninguém”, continuou.

O congressista, no entanto, sugeriu que há uma perseguição pelo fato do ministro ser filiado ao PSL. “O pessoal [imprensa] estava indo atrás do depoimento do cara que entrega o papelzinho na eleição. Se está nesse nível de detalhamento, como você pega só o ministro do PSL?”, questionou. “Parece que existe uma deliberada atenção especial ao ministro Marcelo Álvaro Antônio.”

Adélio

Ainda no Pânico, o deputado federal falou sobre o atentado sofrido por Jair Bolsonaro em setembro do ano passado, em Juiz de Fora, Minas Gerais. Ele pediu que a investigação de Adélio Bispo, autor da facada, não termine e disse que não acredite que o criminoso tenha agido sozinho.

“Quando a polícia quer, eles acham”, afirmou, mas reconheceu que não há muito o que fazer. “O presidente não tem condição de pegar a mão do delegado e fazer ele investigar”, lamentou.

Para ele, o atentado não foi determinante para a eleição do pai. “Essa facada ocorreu porque a esquerda já tinha certeza de que o Bolsonaro seria eleito”, teorizou.

Embaixada

Também na entrevista, Eduardo Bolsonaro falou sobre sua indicação à embaixada do Brasil nos Estados Unidos. Ele rechaçou a hipótese de que o cargo configuraria nepotismo.

Segundo o parlamentar, seu trabalho em Washington seria defender o governo. “Quem defende Jair Bolsonaro fora do Brasil? Quem fala lá fora é o Wagner Moura, Jean Wyllys, [o documentário] “Democracia em Vertigem”, explicou. “Não vou ficar indo lá para tomar vinho e uísque. Não vou viver na vida boa, lá também é muito trabalho.”

Eduardo Bolsonaro ainda afirmou que não usou o fato de já ter “fritado hambúrguer” nos Estados Unidos como um motivo para que sua indicação seja aceita. “A imprensa esculhamba, cortam o que querem”, disse.