Marcos Pontes sobre novo Ministério das Comunicações: ‘Vou ajudar na transição’

  • Por Jovem Pan
  • 12/06/2020 14h15 - Atualizado em 12/06/2020 17h34
Agência BrasilMinistro Marcos Pontes foi o entrevistado desta sexta-feira (12) no Pânico

O ministro Marcos Pontes está confiante com a recriação do Ministério das Comunicações, que deixou de ser vinculado ao Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, chefiado por ele. Na última quarta-feira (10), o presidente Jair Bolsonaro anunciou o deputado Fábio Faria (PSD-RN) como o responsável pela nova pasta.

“Nós tínhamos já no ministério essas duas secretarias de Telecomunicações e Radiodifusões muito separadas. Quando foi feita a junção dos dois ministérios, em 2016, o [Gilberto] Kassab fez a terraplanagem; eu fiz o alicerce e agora entrando o deputado Fábio, ele vai fazer as paredes”, disse Pontes em entrevista ao Pânico nesta sexta-feira (12).

O ministro, no entanto, foi comunicado do desmembramento da pasta no próprio dia 10 de junho. “Para mim não é surpresa, eu recebo com a maior tranquilidade porque o ministério está muito bem organizado. Então vou ajudar nessa transição para que o Ministério das Comunicações funcione bem também”, assegurou.

Com a pasta de Comunicações, Faria assume também a implementação da tecnologia 5G no país. Pontes explicou que apesar do nome, o 5G não é apenas um avanço do 4G. “É uma tecnologia diferente com capacidade diferente. E será importante para a indústria, pro agronegócio, pras cidades inteligentes.”

O ministro Marcos Pontes disse que para além da parte técnica em si, que inclui a instalação de antenas para recepção e transmissão do 5G, o deputado Fabio Faria terá que fazer um trabalho interministerial para a implementação da tecnologia no Brasil.

“Outro ponto é o mercado, como ele irá receber, quais são as empresas que irão trabalhar, tem a parte internacional. Por isso que o ministério coordena um comitê interministerial para a discussão do 5G e a implementação no país. O Fabio vai ter que trabalhar com esse comitê de forma a achar as melhores soluções e, em última instância, o presidente tem a palavra final para ver como isso será implementado.”