“Eu quero revolucionar o pornô nacional”, diz Maurício Meirelles do CQC

  • Por Jovem Pan
  • 29/08/2014 14h09
Nathália Rodrigues/Jovem Pan

O repórter do CQC, Maurício Meirelles, foi o convidado do Programa Pânico desta sexta-feira (29). Durante sua participação, ele contou que na próxima sexta-feira (05), ele irá gravar o seu novo stand up Facebullying.

O projeto consiste em basicamente entrar no Facebook das pessoas da plateia e sacanear as pessoas. “Uma vez eu peguei o Facebook do Rafinha [Bastos] e falei que ele estava saindo do Agora É Tarde e estava entrando o André Vasco no lugar”.

Maurício conta que as brincadeiras já causaram confusões. “Em Campinas, eu peguei um cara e ele autorizou. Eu estava brincando com a tia dele e a tia entrando na brincadeira. Ele de boa. Quando acabou o show, o marido dessa tia queria me dar porrada porque ela tinha síndrome do pânico e ele achou que ela estava sendo sequestrada”, lembrou.

Segundo ele, apenas 15 minutos no Facebook de uma pessoa “é o suficiente para estragar a vida” dela. “É um trote versão 2014 e acho que é melhor porque não tem fala, é a forma que você escreve”. Ele acredita que o teatro deixa tudo mais legal, já que não existe as limitações da televisão, por exemplo.

Maurício escreve as brincadeiras em caixa alta, para que quem conheçe o Facebullying possa saber quem é ele. “Eu crio eventos como aniversário. A diferença do Whatsapp e do Facebook é que o Face têm muitas ferramentas para brincar”, diz.

Ele aproveitou a participação no Pânico para falar do seu projeto no cinema pornográfico. “Como ninguém me chama pro cinema convencional, eu fui pra Brasileirinhas [produtora de filmes pornográficos] porque é uma forma de revolucionar o cinema”. Ele lembra que chegou na produtora e disse:“quero fazer um projeto para revolucionar o cinema pornô nacional”. 

Seu primeiro longa Arromabando a Porta dos Fundos é uma referência ao canal do Youtube Porta dos Fundos. “Cheguei lá [na produtora] e me deram um filme para roteirizar”, revela.

Maurício também falou das piadas polêmicas que acabam sendo processadas e, muitas vezes, consideras bullying. “Você chamar um cara gordo de gordo não é bullying que vai afetar uma pessoa”. Para ele, o bullying começa quando a piada afeta a vida da pessoa.

Facebullying
05 de setembro, às 21h30
Teatro APCD
Rua Voluntários da Pátria, 574, Santana, são Paulo – SP