Flávio Rocha explica polêmica de trabalho escravo na Riachuelo: “não tinha ilegalidade”

  • Por Jovem Pan
  • 01/02/2018 14h29
Johnny Drum/ Jovem Pan

Flávio Rocha, presidente da Riachuelo há 15 anos, usou o espaço no Pânico na Rádio nesta quinta-feira (1) para esclarecer as polêmicas de trabalho escravo nas fábricas da marca. O CEO insistiu que as pequenas fábricas criadas por incentivo de um programa da empresa não estavam fora da lei, mas o Estado fez de tudo para intimidar os pequenos empresários.

“Veio a autuação pesadíssima, sem que tivéssemos a afronta de uma lei sequer. O Estado tentou destruir o programa [de incentivo da empresa] sem alegar um artigo. Não tinha uma ilegalidade. A burocracia usou uma tese acadêmica e queriam que as folhas de pagamento das fábricas fossem absorvidas pela empresa mãe”, falou.

O projeto em questão previa a instalação de 300 fábricas no sertão do Rio Grande do Norte. “O Estado ao invés de estimular, intimidou os pequenos empresários que tinham entrado no programa”, lamentou.

No programa, Flávio fez questão de ressaltar a excelência da Riachuelo em se manter distante do trabalho escravo com prêmios ao longo dos anos.

Candidato à presidência? “Não me sinto preparado”

Com os rumores de que pode ser um dos presidenciáveis nas eleições de 2018, Flávio Rocha deu a entender que a candidatura não está nos seus planos e “seria ridículo” concorrer. “Não me sinto preparado para isso”, falou.

Ainda assim, o empresário que é um dos reponsáveis pelo Manifesto Brasil 200 não poupou nas ideias que considera fundamentais para o país nos anos seguintes, como “liberalismo econômico e uma agenda de valores que se contrapõem a esquerda”.

“O discurso econômico é o que vai consertar o Brasil e retomar nossa competitividade com o binômio de democracia e livre mercado, mas o que ganha a eleição é a pauta dos valores. Falar ‘economês’ não empolga nem sensibiliza. A demanda do eleitor é a pauta dos costumes, ordem e valores”, defendeu.

Para ele, os grandes empresários devem se envolver no cenário para melhorar a situação do país. “Quando o empresário se omite de ser o guardião, o país afunda e a economia passa a ser promovida por uma burocracia que não entende como funciona o mercado”, avaliou.