“Ganhar dinheiro é bom, mas me realizo com outras coisas”, diz Flávio Augusto da Silva

  • Por Jovem Pan
  • 14/08/2015 14h10
Bruna Piva / Jovem Pan<p>Casamento foi pontapé inicial para que ele mudasse de vida</p>

Considerado um dos empresários mais admirados do Brasil, Flávio Augusto da Silva, 43, tem uma história de vida para inspirar qualquer pessoa.

“Quando casei as coisas mudaram, eu tinha que ganhar algum dinheiro. Fiz de tudo, até comprar relógios no Paraguai para vender. Logo depois comecei como vendedor em uma escola de inglês e lá fiquei por quatro anos”, contou em entrevista ao Pânico, nesta sexta-feira (14).

Nascido na periferia do Rio de Janeiro, um dia ele resolveu pedir demissão e fundar sua própria escola, apenas com a rescisão e os limites do cheque especial. A iniciativa deu tão certo que fez com que o empresário se consolidasse no mercado em pouco tempo, a “WiseUp” virou então uma franquia que foi comprada pela Abril Educação, em 2013, em uma negociação milionária.

“Sendo bem franco, as pessoas fantasiam bastante com esse negócio de grana, porque são números grandes. A realidade é que eu vim de classe média baixa, então conheço bem os dois lados da moeda, quando eu fiz a venda, já ganhava dinheiro há muito tempo, então a minha vida não mudou. Muda quando você sai do ônibus para uma vida confortável, mas daí você ter 1 milhão, 2 milhões, 10 milhões, não muda nada. Depois que você chega em um determinado nível, são só números no banco. Ganhar é bom, mas eu me realizo com outras coisas, gosto de ser construtor de sonhos, de ideias”.

Flávio reitera que todo este sucesso não surgiu da noite para o dia e é fruto de mais de 20 anos de trabalho, hoje ele se dedica a incentivar que outras pessoas possam empreender em seus sonhos.

“Sabe como eu gosto de definir sorte? Sorte é uma questão de estatística. No fundo, a gente não tem garantia de nada, a gente estuda uma tendência e você tem uma estatística. Quem esta disposto a ouvir mais ‘nãos’ até alcançar o que quer?!”.

Time de futebol

Além dos inúmeros negócios no Brasil, hoje o empresário é dono do time de futebol Orlando City, nos Estados Unidos, que recentemente contratou o jogador Kaka.

“Era um fenômeno e ninguém falava nisso. O maior esporte do mundo acontecendo no maior mercado de marketing do planeta. Comprar o Kaka, foi uma ideia da nossa diretoria e ele já tinha sido garoto propaganda da ‘WiseUp’, então isso facilitou as conversas. Ele, com 31 anos, tinha as portas abertas em qualquer clube da Europa e ganharia muito mais, mas quis fazer parte da construção do futebol nos EUA”, completou.