"Hoje qualquer um vira MC e ganha dinheiro", diz MC Lon

  • Por Jovem Pan
  • 18/09/2014 14h04
Nathália Rodrigues/Jovem Pan

O funkeiro ostentação MC Lon foi o convidado do Programa Pânico desta quinta-feira (18) e falou um pouco sobre sua música.

“Eu fui um dos pioneiros [do funk ostentação], não foi muito das letras. As letras do funk ostentação existem desde que o funk surgiu”, contou.

Apesar de hoje ter uma vida confortável, Lon passou por grandes dificuldades e chegou a trabalhar como cabeleireiro. “Eu cortava cabelo lá onde eu nasci, na Vila do Sapo. Era mais pra ganhar dinheiro, talento eu tenho mesmo é na música”.

Com cerca de 40 shows por mês e chegando a cantar em até 8 bailes por dia, Lon não esqueceu suas origens. “Investi R$ 1 milhão em uma casa na favela”. Segundo o funkeiro, essa casa é como uma ONG. “É tipo um centro comunitário. Eu chego a comprar mais de 20 mil brinquedos para crianças na comunidade. Eu não estou muito lá, vinculado à favela, mas tenho assessores que trabalham lá dentro da comunidade para fazer o melhor”.

O funk começou na vida de Lon em 2009, na Baixada Santista. “Eles associavam o crime ao funk, mas não. O funk é o funk e o crime é o crime. Eu estourei no funk e no dia seguinte já estava ganhando bastante dinheiro”. Ele lembra que, no começo, sua mãe achava que ele estava roubando. “Eu falei para ela que estava tocando funk e que o povo estava me aceitando”, relembra.

Com o funk ostentação, o cantor lembra que já chegou a gastar R$ 20 mil em uma noite. “Eu e o Catra uma vez fomos na Love Story e eu tinha ganhado R$ 80 mil na noite. Ganhei em 7 bailes de R$ 15 mil. Cheguei lá e achei que nunca ia ganhar e gastei R$ 20 mil no bar”.

Atualmente, Lom acredita ser mais fácil investir no funk. “Hoje qualquer um vira MC e ganha dinheiro porque o funk está em alta”.

Questionado sobre o funkeiro MC Daleste,  que foi baleado dez minutos após o início de um show no CDHU do bairro San Martin, em Campinas, ele acredita ser inveja. “Daleste era meu amigo. Eu acho que foi inveja porque ele era um menino invejável, muito novo”, concluiu.