‘Olavo elegeu um presidente’, diz diretor de documentário sobre o filósofo

O cineasta Josias Teófilo foi o convidado do Pânico nesta quinta-feira (20)

  • Por Jovem Pan
  • 20/02/2020 14h15
Jovem PanO cineasta Josias Teófilo foi o convidado do Pânico nesta quinta-feira (20)

O cineasta Josias Teófilo afirmou, em entrevista ao Pânico nesta quinta-feira (20), que o filósofo Olavo de Carvalho foi o responsável pela eleição do presidente Jair Bolsonaro.

“Ele [Olavo] elegeu um presidente”, disse Teófilo, diretor do documentário “O Jardim das Aflições”, sobre o filósofo. “As figuras-chave do governo, de alguma forma, têm a ver com Olavo”, continuou.

Para Josias, o que mais chama a atenção em Olavo é a “capacidade de articular pensamento filosófico, atuação nas redes sociais e atuação política”. “O pensamento dele é importante para entender o Brasil atual”, disse.

“O Jardim das Aflições” foi lançado em 2017 e causou polêmica em festivais, principalmente no Cine PE daquele ano, em que o filme venceu três prêmios. Josias Teófilo defendeu que isso aconteceu porque há um preconceito contra artistas de direita.

“Existe infiltração excessiva de política na arte”, disse o cineasta. “Nos festivais brasileiros, tudo é política. Qualquer um que ganhar um prêmio, é por política”, sustentou, adicionando que artistas de direita são “perseguidos e ameaçados”.

Ainda na entrevista, Josias Teófilo falou sobre Roberto Alvim, ex-secretário de Cultura exonerado após fazer um discurso com flertes nazistas. O cineasta foi um dos responsáveis pela indicação de Alvim. “Roberto Alvim foi perseguido pela esquerda, falei para ele dar uma entrevista falando tudo, mandei a entrevista para o governo, o pessoal viu e o chamou”, explicou.

A relação entre os dois, no entanto, ficou abalada antes do episódio que culminou com a demissão do ex-secretário. “Eu o critiquei quando ele atacou a Fernanda Montenegro”, disse Teófilo. “A gente brigou no episódio da Katiane Gouvêa e ele me bloqueou do Facebook”, revelou Josias, lembrando de quando Katiane Gouvêa foi indicada para secretária do Audiovisual e acabou exonerada duas semanas depois.