Justus despista sobre candidatura: “partidos conversaram comigo, mas chance é de 15%”

  • Por Jovem Pan
  • 07/12/2016 14h13
Johnny Drum/ Jovem Pan

Roberto Justus ainda não decidiu se vai concorrer à presidência do Brasil em 2018. Convidado do Pânico na Rádio desta quarta-feira (7), ele falou da necessidade de um empresário assumir o cargo, mas se esquivou quando perguntado se iria lançar candidatura.

“Me perguntaram e disse que era o momento de um empresário assumir o país. Admiti a hipótese de pensar nisso futuramente, mas é muito cedo para se falar nisso”, explicou Justus. “Alguns partidos já conversaram comigo, mas a chance de aceitar a candidatura é de 15%”, confessou.

Ao comentar sobre sua visão de ter um empresário como presidente, ele explicou. “O Brasil precisa de um gestor para tocar o país como se fosse uma grande empresa. Políticos não tem obrigação de saber administrar porque nunca administraram nada. Para administrar tem que ter um executivo e empresário criativo”, defendeu. “Está na hora de políticos saírem dos cargos administrativos e colocarmos gestores”, disse.

Para Justus, um empresário como presidente do País teria menos chances de se render ao “jogo imundo” da política, onde candidatos parecem pensar no enriquecimento pessoal.

“Um grande empresário que já ganhou tudo que precisava na vida não vai se corromper nos cargos políticos porque já ganhou o que podia ganhar”, falou. “Ele não vai puxar privilégios pessoais, mas vai fazer o mercado se tornar competitivo e fazer acordos com países que interessem para o Brasil, não com o Equador e Venezuela”, completou.

Sobre as mudanças que faria caso fosse eleito presidente em 2018, Justus citou a limitação dos poderes do Estado. “Precisamos mudar o Estado e não concentrá-lo no mundo empresarial. Temos que desburocratizar o país”, falou ao criticar o número de sindicatos brasileiros.

“Se entrasse [na política como presidente] iria rescindir todos os meus contratos para me dedicar só à presidência. Não me importo de ficar menos ricos se os meus netos tiverem um país para se orgulhar e com condição de ajudar muitas pessoas. Não importa. Não tem que ter ganância nessa hora. Não teria que pensar nos meus próprios interesses”, afirmou.