‘Quem ama K-pop não tem a educação acompanhada pelos pais’, diz Regis Tadeu

Para Regis Tadeu, os fãs de K-pop sequer entendem as letras das músicas: ‘são direcionadas para um público analfabeto funcional’

  • Por Jovem Pan
  • 01/08/2019 14h12
Jovem PanRegis Tadeu participou do Pânico nesta quinta-feira (1)

O crítico musical Regis Tadeu voltou a atacar o K-pop e afirmou que os fãs do estilo coreano não têm a educação acompanhada pelos pais. “A geração que ama K-pop é uma geração que não tem a educação acompanhada pelos pais”, disse em entrevista ao Pânico nesta quinta-feira (1).

O jornalista também criticou o conteúdo das músicas de grupos como o BTS, o maior do gênero. “As letras de K-pop são frases que você pode encontrar no para-choque de caminhão”, ironizou.

Já Louis Silva, que é fã de k-pop, atacou as posições de Regis Tadeu. “Não é uma música feita para você, não tem que te agradar, mas você tem o dever de respeitar quem curte”, disse. “Colecionar disco e entender música não te faz uma pessoa perita sobre um estilo musical”, afirmou.

Louis explicou que as músicas passam mensagens importantes para os fãs e que já o ajudaram a sair da depressão. “Muita gente tem depressão hoje, através da música, eles [artistas de K-pop] falam que não é bem assim”, contou, citando que a taxa de suicídios na Coreia do Sul é uma das mais altas do mundo.

“Antes de conhecer K-pop, sempre fui o diferente da turma. Eu era muito depressivo quando era criança”, continuou, lembrando que se aproximar de pessoas que tinham os gostos parecidos com os dele foi fundamental em sua vida.

Mesmo assim, Regis Tadeu não acredita que o K-pop seja música de qualidade. Ele ainda ironizou o fato de disco mais recente do BTS, “Map of the Soul: Persona”, ter sido inspirado no psiquiatra Carl Jung. “Esse discurso de ser influenciado pelo Carl Jung é cascata”, disse.

Para ele, os fãs não têm capacidade de entender Jung. “As letras da banda são direcionadas para um público analfabeto funcional. Posso dizer que 99,3% de todo o público que consome K-pop não vai atrás do significado das letras”, criticou.