Luiz Philippe de Orleans e Bragança: ‘Olavo de Carvalho tem uma função cívica’

  • Por Jovem Pan
  • 06/05/2019 14h33
Jovem PanLuiz Philippe de Orleans e Bragança foi o convidado do Pânico nesta segunda-feira (6)

O deputado federal Luiz Philippe de Orleans e Bragança (PSL-SP) defendeu o escritor Olavo de Carvalho em entrevista ao Pânico nesta segunda-feira (6) e afirmou que ele exerce uma importante função. “O Olavo tem uma função cívica”, disse.

Herdeiro da Família Real, Luiz Philippe defendeu que Olavo não pode ser censurado. “Ele é um agente livre, não é pra ser cerceado em sua liberdade. Quem pode se autoimpor limites é quem escuta o Olavo”, explicou o deputado, reconhecendo que muita gente dentro do governo é guiada pelo escritor.

Já o também deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP), que também participou do programa, criticou a influência do filósofo no governo Bolsonaro. “Ele interfere no governo de forma incisiva e o Bolsonaro acompanha muito as opiniões dele”, disse o petista.

Zarattini ainda atacou o presidente Jair Bolsonaro e se mostrou pessimista com o governo. “Eu não tenho esperança nenhuma nesse governo. O Bolsonaro não tem capacidade de liderar o país”, cravou. O deputado lembrou que poucos partidos quiseram apoiar o presidente na época das eleições, mesmo com ele liderando as pesquisas de intenção de voto. “As pessoas da política sabiam que ele não tem capacidade de liderar”, disse. “Em vez de ser um agregador como o Lula e o Fernando Henrique [Cardoso], ele é um desagregador.”

Por outro lado, Luiz Philippe de Orleans e Bragança defendeu que Bolsonaro vem tentando desfazer o que foi feito nos governos do PT. “Quem gera emprego e mudança social é a sociedade, não o governo. Ele pode atrapalhar muito, e o Jair Bolsonaro vem para tirar esses entraves”, explicou. “O PT defende o dirigismo, o estatismo, que o Estado faça tudo. Esse modelo faliu com a Dilma Rousseff.”

Filiado ao partido do presidente, Orleans e Bragança foi cotado para ser vice de Bolsonaro, mas o acordo acabou não saindo. Ele contou que isso aconteceu por interferência de próprios membros do PSL. “Um ou dois membros do PSL interferiram naquele processo”, confessou, sem detalhar o que aconteceu. O deputado, no entanto, reforçou que está feliz. “Estou bem feliz com a minha função de ativista”, disse.

Reformas

Ainda no programa, Carlos Zarattini e Luiz Philippe de Orleans e Bragança debateram as reformas trabalhista e tributária. Para o deputado do PSL, o que houve no governo de Michel Temer não foi uma reforma trabalhista. “Foi uma flexibização mínima”, disse.

Orleans e Bragança também comentou a “pejotização” dos trabalhadores brasileiros. “A pejotização do Brasil protege o pequeno e médio empresário”, afirmou. “A causa da pejotização do Brasil é a CLT.”

Carlos Zarattini, por sua vez, falou sobre a reforma tributária e defendeu a taxação de grandes fortunas. Ele ainda criticou os brasileiros que querem pagar menos impostos e, mesmo assim, ter melhores serviços públicos. “No brasil, o cara quer pagar pouco imposto e ter serviços de primeiro mundo”, disse.