“Lula vai ter duas condenações esse ano, mas não vai ser preso”, afirma Tognolli

  • Por Jovem Pan
  • 22/06/2017 14h29
Rodrigo Ramon/ Jovem Pan

O Pânico na Rádio desta quinta-feira (22) recebeu uma presença cheia de informações privilegiadas dos próximos acontecimentos da política. Claudio Tognolli contou quais devem ser os desdobramentos no que se refere à condenação do ex-presidente Lula e afirmou: “ele não será preso”.

“Lula vai ser condenado pelo Sergio Moro e na 10ª Vara do Distrito Federal. Ele vai ter duas condenações esse ano, mas não vai ser preso”, afirmou.

“Moro está com o processo pronto e deveria dar a sentença do Lula em 10 dias, mas a informação é que ele vai condenar Palocci primeiro. Depois vem a condenação do Lula”, falou.

Tognolli ainda alertou para a delação premiada que está sendo negociada por Palocci: “o que ele colocar nessa delação vai mudar a configuração do Brasil porque mexe com o sistema bancário”. As informações divulgadas por Palocci também devem ter grande impacto na campanha presidencial de Lula em 2018.

O jornalista ainda aproveitou para contar os bastidores de um momento polêmico que protagonizou em 2016, quando divulgou a tomografia de Dona Marisa. Conforme ele justificou, a liberação da imagem não foi uma invasão de privacidade.

“Muitos sites me escorcharam [por divulgar o exame], mas é um cânone do jornalismo. Se você tem um cargo público, o seu corpo passa a me pertencer porque você representa milhões em dinheiro público”, falou.

Entre os acontecimentos dos “bastidores bizarros” de quando divulgou os exames, Tognolli lembrou que recebeu os documentos de um militante de dentro do PT.

“Estava de férias e apareceram quatro fontes falando que Dona Marisa ia morrer de qualquer forma e uma delas me mandou a tomografia. Essa pessoa me falou: ‘estou vazando para você publicar agora porque nós ficamos sabendo que vai ter uma operação da Polícia Federal que vai prender ela e Lula’. A operação foi a que prendeu Eike Batista, mas a fonte achava que seria contra Lula e Marisa e mostrar a doença seria uma forma de mostrar que não era truque internar ela”.

A divulgação dos documentos ganhou repercussão e, ao mesmo tempo, Tognolli sofreu ataques e foi aplaudido por isso. Agora, no novo cenário político brasileiro, outro ponto perturba o jornalista: os chamados “vazamentos” da imprensa.

“Nós estamos sofrendo uma corrupção da linguagem quando o que se chamava ‘furo’ ganha o nome de vazamento. Temos que ter a transparência de que a imprensa está dando furos. Parem de falar que é vazamento”, pediu ao explicar parte do motivo para isso.

“Os jornalistas não têm como competir com as gravações e escutas da Policia Federal e do Ministério Público, então a imprensa só divulga o que está gravado pelas autoridades”, disse.