Marco Antonio Villa comemora retorno à Jovem Pan: ‘É muito gostoso voltar’

De volta à Jovem Pan, Marco Antonio Villa foi o convidado do Pânico desta quarta-feira (18)

  • Por Jovem Pan
  • 18/12/2019 13h55
Jovem PanMarco Antonio Villa participou do Pânico nesta quarta-feira (18)

O historiador Marco Antonio Villa foi o convidado do Pânico desta quarta-feira (18) e comemorou o retorno à Jovem Pan. “É muito gostoso voltar à Pan”, disse Villa, que reestreia no Jornal da Manhã no dia 6 de janeiro.

“Todo esse período que fiquei foi muito gostoso, muito legal, e tenho certeza de que vai ser de novo nessa nova fase”, projetou o comentarista. “Vai ser um ano legal 2020”, disse.

Na bancada do Pânico, Marco Antonio Villa fez um panorama da situação política do Brasil. Ele defendeu que o presidente Jair Bolsonaro e seus apoiadores não representam a verdadeira direita. “Agora é legal ser de direita, mas que direita é essa?”, questionou, lembrando que ninguém queria ser de direita no Brasil na época em que o PT estava no poder. “Liberal que defende AI-5, ditadura, racismo? Isso é liberal?”, continuou.

“Conservador é o [Winston] Churchill, que o filho do presidente nem sabe falar”, ironizou Villa. “Se for direita no sentido clássico, conservador no sentido britânico, não temos no Brasil”, cravou o professor, ainda dizendo que os atuais dirigentes políticos do país mal sabem o que isso significa. “Você tem um pastiche daqueles que aprendem política pelo WhatsApp. Os membros que dirigem a elite política brasileira aprendem pelo WhatsApp.”

O historiador comparou a situação política do Brasil com outros países do mundo, como a Itália, e afirmou que a “ignorância tomou o poder”. “A ideia desses líderes é ser ignorante como eles que é o povo”, explicou. “A modernidade populista é a desinformação”, lamentou Villa.

Para o comentarista, Bolsonaro é uma das “heranças malditas” do PT. “Sem Lula não teria o Bolsonaro”, disse. Ele ainda afirmou que o PT não é um partido de esquerda. “O PT nunca foi de esquerda, é uma ilusão. Nunca os bancos ganharam tanto quanto no governo do PT. Se fosse de esquerda, teria nacionalizado os bancos”, explicou.