Marco Feliciano nega ter falado em "cura gay" e vê homoafetividade como fenômeno de comportamento

  • Por Jovem Pan
  • 01/07/2016 14h38
Mayra Chibante/ Jovem Pan

Aclamado e odiado por muitos, o deputado federal e pastor evangélico Marco Feliciano esteve no Pânico desta sexta-feira (01).

Dono de muitas polêmicas, o parlamentar é conhecido pela sua intolerância com os homossexuais. A maior confusão se estabeleceu quando ele deu a entender que ser gay era uma doença, necessitando de cura.

Ele explicou que a questão pertencia a um projeto que estava para ser votado pela Comissão dos Direitos Humanos: “eu como presidente da Comissão sofri pressão para votar e depois me colocaram como o autor desse projeto”.

“A ‘cura’ foi um termo colocado pela imprensa. Eu nunca disse isso”, explica.

Seguido por mais de três milhões de pessoas apenas na sua página do Facebook, o pastor acredita que “a homoafetividade é como um fenômeno de comportamento. Então, pode ser estudada”.

Mais que isso, o político ainda questionou: “porque a lei contra homofobia não foi votada? Se ela acontecer, os homossexuais perderão o seu discurso”.

Polêmicas

Não é só de brigas com o Movimento LGBT que o deputado Marco Feliciano vive. Ele ainda recebe acusações de racismo e afirmações estranhas sobre a morte do grupo Mamonas Assassinas.

Para o pastor, muitas dessas confusões se basearam em frases que ele nunca disse. “Eu tive um problema seríssimo com a Xuxa. Ela postou uma frase na rede dela como se fosse minha. Eu tenho um processo sério com o Facebook. Acabei com várias páginas fakes, de frases que eu nunca disse. A Internet é um esgoto. O que eu falo, eu admito”

Sobre os Mamonas? “Eu gostava deles, mas as músicas faziam as crianças falarem palavrões. Durante uma das minhas pregações, questionei o que aconteceu com o grupo. Se eu falaria isso hoje? Claro que não, não pensei na família das pessoas”.