No Dia da Mulher, apresentadoras do Eva discutem machismo e feminicídio

  • Por Jovem Pan
  • 08/03/2019 14h50
Jovem PanAmanda Bozza, Adriana Yoshida e Paula Carvalho, apresentadoras do Eva, foram as convidadas do Pânico nesta sexta-feira (8)

As apresentadoras do programa Eva foram ao Pânico nesta sexta-feira (8) para discutir os avanços e os desafios que as mulheres ainda enfrentam. Adriana Yoshida, Amanda Bozza e Paula Carvalho falaram sobre machismo, feminicídio, representatividade e outros assuntos.

Um dos temas da conversa foi a campanha “não é não”, muito divulgada durante o Carnaval. As apresentadoras defenderam que campanhas como essa são importantes. “Quando você muda a lei de importunação sexual por causa de campanhas como o ‘não é não’, aí você tem mudanças”, explicou Paulinha. Elas ainda ressaltaram que movimentos contra o assédio sexual não impedem a paquera. “Paquera é bom quando tem consentimento”, definiu Amanda Bozza. “O flerte não está proibido, está proibido tocar em pessoas sem autorização.”

Adriana Yoshida comemorou algumas vitórias recentes das mulheres, como o aumento do número de deputadas federais na Câmara. “A gente precisa de mulheres lá para promoverem leis de políticas públicas”, disse. No entanto, ainda tem muita coisa para melhorar, entre elas o peso da maternidade na carreira. “A maternidade não deveria ser um problema das mulheres na profissão”, afirmou. “A mulher sofre uma perda muito grande profissional quando decide ter um filho.”

Ela também explicou que o machismo afeta os próprios homens e como a vida deles podem melhorar com a desconstrução. “O novo homem, quando ele se libertar do patriarcado, vai ficar mais feliz, mais livre, vai poder chorar, não vai precisar bater em todo mundo, e a gente vai ter uma sociedade menos violenta”, afirmou. “O ‘não é não’ quer quebrar essa ideia de que o homem possui o corpo feminino”, completou Paulinha Carvalho.

As apresentadoras do Eva ainda falaram sobre as críticas generalistas aos homens e como eles devem reagir a isso. “Quando faço uma crítica generalista, falo para os caras olharem para a crítica e verem qual ponto que ele não faz mais”, explicou Amanda Bozza. “É generalista, mas não é para você.”