Orlando Silva confirma candidatura à prefeitura de SP e diz que Flávio Dino vai concorrer à presidência

Em entrevista ao Pânico, Orlando Silva (PCdoB-SP) confirmou que irá concorrer à prefeitura de São Paulo em 2020

  • Por Jovem Pan
  • 16/09/2019 14h14
Jovem PanO deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) foi o convidado do Pânico nesta segunda-feira (16)

O deputado federal Orlando Silva (PCdoB) confirmou, em entrevista ao Pânico, nesta segunda-feira (16), que irá concorrer ao cargo de prefeito de São Paulo em 2020. Ele se junta a Joice Hasselmann (PSL) na lista de pré-candidatos à prefeitura paulistana.

Silva também antecipou que o governador do Maranhão, Flávio Dino, será o candidato do partido à presidência da República em 2022. “Flávio Dino é um excelente candidato, vamos lançar a presidente”, disse.

O parlamentar reconheceu que o PCdoB agiu como linha auxiliar do PT nas eleições passadas, mas prometeu que o cenário vai mudar nos próximos pleitos. Apesar disso, ele fez elogios à gestão petista no governo federal.

“Não sou daqueles que demoniza o PT, muita coisa boa que aconteceu foi pela experiência do PT”, afirmou. Orlando Silva foi ministro do Esporte entre 2006 e 2011, nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Durante sua gestão, ele foi acusado de se envolver em casos de corrupção, mas foi inocentado em 2012. “Fui acusado de receber R$ 200 mil, mas nunca fui chamado para falar no inquérito e o sujeito que fez a denúncia simplesmente desapareceu”, explicou. “Esse problema de corrupção tem que combater, mas tem que ser muito rigoroso.”

Bolsonaro

Ainda na entrevista ao Pânico, Orlando Silva criticou o governo de Jair Bolsonaro e ironizou a nova política prometida pelo presidente na campanha. “A nova política é colocar o filho dele de embaixador nos Estados Unidos”, disse, em referência ao também deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). “[A nova política] É manter tudo como era antes.”

Ele também reclamou da polarização política no país. “O Brasil tem que olhar para frente. Essa polarização está travando o Brasil”, disse. Pago o preço por ter uma visão um pouco diferente desse Fla-Flu. Vou continuar defendendo meus valores, mais ligados à esquerda, mas respeitando a direita”, continuou.

Silva defendeu que haja uma agenda mínima para o país, independente de ideologias. “O que precisa é uma agenda mínima que não é nem de direita nem esquerda”, afirmou o deputado federal.