"As pessoas querem fazer gays”, diz Marcelo Serrado

  • Por Jovem Pan
  • 12/09/2014 14h00
Nathália Rodrigues/Jovem Pan

O ator Marcelo Serrado está em cartaz em São Paulo, no Teatro Renaissance com o stand-up É o que temos para hoje, que fala com muito humor e ironia sobre a atual obsessão do homem pela internet, e tudo ligado a ela.

Durante sua participação no Programa Pânico desta sexta-feira (12), ele conta um pouco sobre o novo projeto: “No stand-up eu falo da internet, da obsessão do ser humano”. Ele ainda diz que o espetáculo aborda até como seria a internet na época de Jesus Cristo, por exemplo.

Apesar dos desafios, Marcelo afirma que gosta de se aventurar no stand-up. “Eu sempre quis fazer”, e continuou: “Eu fiz um stand-up ano passado que era muito ruim e eu queria fazer uma coisa com o microfone eu, sozinho”.

É o que temos para hoje conta com a participação do humorista Gigante Léo, ganhador do Prêmio Multishow de Humor e participante do canal de vídeos Porta dos Fundos.

Um dos personagens mais marcantes da carreira de Marcelo como ator foi o mordomo Crô, na novela Fina Estampa. “As pessoas querem fazer gays”, confessou. “Eu fiz uma bicha reprimida no mesmo momento que tinha uma coisa para fora”. Segundo ele, o ator José Wilker disse que o bacana é quando o personagem consegue fazer isso. “Quando o personagem sai de você, sai no sentido vai para as redes sociais como Félix e Carminha é maravilhoso”.

O sucesso do Crô foi tão grande que Marcelo confessou que diversas pessoas achavam que ele realmente era homossexual. “Eu estava em uma festa no Rio de Janeiro e o pai de um amigo meu faleceu”. Após sair do local, Marcelo consolou o amigo com um abraço e um beijo. “Passou um carro do lado, a mulher cutucou o marido e falou: ‘não falei que ele era viado’”, relembra rindo.

No seu espetáculo, ele também aborda a relação de homem e mulher e relembra uma ex-namorada. “Eu viaja com uma peça de teatro e ela me ligava de 5 em 5 minutos”, e continua: “mulher ciumenta demais é a que vai te trair, mas não é uma regra”. Marcelo revela que sofreu demais com essa desilusão amorosa. “Chorei muito, chorei porque eu gostava dela e não imaginava que ela fosse tão cachorra”, confessou.