Piloto que sobreviveu a queda de avião conta como suportou 36 dias desaparecido no Pará

‘A gente espera o melhor, mas tem que estar preparado para o pior’, destacou Antonio Sena, em entrevista ao Pânico nesta quarta-feira

  • Por Jovem Pan
  • 11/05/2022 16h27 - Atualizado em 11/05/2022 16h38
Reprodução/Pânico Anotnio Sena no estúdio do Pânico Antonio Sena foi o convidado do programa Pânico desta quarta-feira, 11

Nesta quarta-feira, 11, o programa Pânico recebeu Antonio Sena, piloto sobrevivente de acidente aéreo no Pará. Em entrevista, ele descreveu a sensação de estar entre a vida e a morte e de como foi suportar os 36 dias em que ficou desaparecido. “A gente espera o melhor, mas tem que estar preparado para o pior. Foi Deus, eu digo por experiência própria, pelo que eu senti ali”, disse. Para além de sua fé, Sena ressaltou a importância da confiança nos profissionais aéreos. “A gente nunca deve tirar os nosso méritos do que buscamos na vida e nossa preparação. Nesses casos de acidente aéreo, numa aviação comercial, você está confiando em Deus, mas também na perícia daqueles caras que estão ali na frente. Você vai abrir mão de boa parte da sua vida para se dedicar. Piloto trabalha em escala, não tem feriado nem dia santo. É muito estudo, é caro se formar piloto.”

Lito Sousa, ex-mecânico de aviões nacionais, trouxe exemplos de falhas que podem causar acidentes aéreos. “As estatísticas mostram que 90% é falha humana: tem falta de comunicação, falta de conhecimento, fadiga, estresse e as normas, como quando você faz algo que todo mundo faz, apesar de não ser o certo”, explicou. Segundo o mecânico, a caixa preta será definida como obrigatória ou não em um avião conforme o peso que ele carrega. Lito conta que seria possível propor o uso deste recurso em aeronaves menores, mas depende de maiores custos financeiros. “Existe, mas é caro, é um fator econômico. Em casos de acidente, o estrago seria maior [em grandes aeronaves]. A voz fica gravada por duas horas. Existe a privacidade, aquilo só vai ser ouvido em caso de acidente”, explica.

Confira na íntegra a entrevista com Antonio Sena e Lito Sousa: