"PSOL vai um pouquinho além das atribuições de um partido político", critica Marco Feliciano

  • Por Jovem Pan
  • 20/03/2018 14h03
Johnny Drum/Jovem PanComo de costume, pastor e deputado federal fez declarações polêmicas

O deputado federal Marco Feliciano (PODEMOS) participou do programa Pânico na Rádio nesta terça-feira (20). Durante a entrevista, ele foi questionado sobre suas opiniões acerca do assassinato de Marielle Franco e começou a responder lamentando o crime e mandando condolências à família da vereadora. 

“Como ser humano, pai, cidadão, isso (o assassinato) é lamentável. Ela era uma menina nova, tinha toda uma vida pela frente e teve sua vida ceifada de maneira brutal, idiota e violenta. Mas ela é só mais um número de uma estatística infeliz. São 60 mil assassinatos por ano no país. Ela não é primeira”, disse.

“Mas e por ser uma líder política?”, ressaltou a bancada.

“Líder de quem? Líder de que?”, retrucou ele.

“De 45 mil votos dos eleitores dela”, explicou Carioca.

“O PSOL é partido político?”, continuou o deputado, sendo repreendido por Amanda Ramalho. “Você é do PSOL? Achei que era. Você tem as características de quem é”, afirmou a ela.  Questionado por Claudio Tognolli sobre essa sua posição, discorreu em seguida. 

“Para mim, o PSOL vai um pouquinho além das atribuições de um partido político. Um partido político que implanta o caos, sonha com o caos, prega um céu vermelho na Terra. Ouça os discursos da própria moça que foi assassinada. Pegue na internet, tem um monte de discurso dela. Discursando assim ‘o traficante tem que ter metralhadora para encarar a polícia, sim, por que nós temos que desmilitarizar a polícia’. Pega ela no meio da rua com uma corneta gritando ‘Sérgio Moro é bandido e tem que estar na cadeia’. ‘Lula é santo’. O cérebro do esquerdista é do tamanho de uma ervilha. Fiquei sabendo um tempo atrás que deram um tiro em um esquerdista no Rio de Janeiro e ele levou uma semana para morrer por que a bala não achava o cérebro”, disse.

“Errou no comentário”, pontuou Daniel Zukerman.

“O senhor é um pastor! Desculpa, cara. Me fala a sua igreja por que nunca vou. Que coisa horrorosa. Que Deus te perdoe. Vou orar por você”, concluiu Amanda,  ameaçando deixar a bancada do programa.

“Se a carapuça serviu (…). Sei do que estou falando. Conheço essa raça”, concluiu Feliciano.

Briga com Daniel Zukerman

Em outro momento da entrevista, Feliciano se estranhou com o comediante Daniel Zukerman. Aconteceu quando o deputado, ao falar sobre Caetano Veloso e Paula Lavigne, afirmou que o músico a havia estuprado. “Para com isso. Não foi estupro, deputado. Você polemiza. Faz a mesma coisa que critica”, destacou Daniel.

“Você é um judeu meio esquisito, né? Um judeu meio nazista”, disparou o convidado.

“Pede desculpas publicamente. Olha a barbaridade que você falou. Errou. Estamos aqui pelo argumento. Você rotula muito (…). Você precisa fazer trabalho psicológico. Você acusa a esquerda e faz isso? Pede desculpa! Do mesmo jeito que você acha que a esquerda se apropria de um discurso, você usa esse argumento para se defender. Com todo respeito, seu discurso é muito bipolar. Você é muito agressivo”, disse Daniel.

“Fui agressivo porque conheço vocês aqui. Respeito o trabalho de vocês. É um programa de humor. Vocês podem brincar e eu não? Estive em Israel, sou um dos brasileiros que mais defendem Israel. A esquerda que é antissemita. O PT. Eu brigo dentro do parlamento pela comunidade judaica. Jamais falaria algo para tocar a comunidade. Brinquei com você. Achei que podia. Não brinco mais. Se te feriu, te peço perdão. Não brinco mais”, desculpou-se o deputado.