Rogério Marinho sobre taxação do Seguro-Desemprego: ‘Não é confisco, é inclusão previdenciária’

Em entrevista ao Pânico, o secretário especial da Previdência defendeu que a reforma vai ajudar os mais pobres

  • Por Jovem Pan
  • 18/11/2019 14h17
Jovem PanRogério Marinho foi o convidado do Pânico nesta segunda-feira (18)

O secretário especial da Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, explicou, em entrevista ao Pânico nesta segunda-feira (18), a taxação do Seguro-Desemprego proposta pelo governo federal. Marinho defendeu que a medida será benéfica para os trabalhadores.

“Não é confisco, é inclusão previdenciária”, disse o economista. Ele explicou que a medida fará com que o tempo que o cidadão passar recebendo o auxílio conte como tempo de contribuição para o INSS e, consequentemente, para a aposentadoria.

A medida gerou polêmica e Marinho reconheceu que ela pode ser substituída. “Se o Congresso Nacional entender que não está confortável com essa contribuição, pode buscar outra fonte dentro do orçamento”, afirmou.

Reforma da Previdência

Ainda na entrevista, Rogério Marinho falou sobre a reforma da Previdência e defendeu que o projeto do governo federal beneficia os mais pobres. “Os maiores interessados na reforma são os mais pobres”, disse o economista.

Ele admitiu que a reforma é uma mudança profunda no Estado e pode ser difícil em um primeiro momento, mas garantiu que o resultado a longo prazo será positivo para a sociedade. “As pessoas têm dificuldade de entender que um processo, por mais duro que ele seja, vai gerar um efeito como aquela pedra lançada no centro lago, vai chegar até a margem”, comparou.

Chamando a reforma de “a mais profunda reestruturação previdenciária do Brasil desde sempre”, Rogério Marinho afirmou que o projeto vai definir o futuro do país. “Não nos interessa mais aqueles soluços [de crescimento] que o Brasil dá. Interessa colocar bases sólidas para um crescimento duradouro.”

O economista ainda elogiou o Congresso e garantiu que todos estão trabalhando para que o Brasil vá para frente. “O parlamento brasileiro é reformista. Eles [os congressistas] entenderam a necessidade de andarmos a favor do país”, disse o secretário da Previdência.