Salim Mattar diz que houve ‘falha de interpretação’ em fala de Guedes sobre AI-5

Em entrevista ao Pânico, Salim Mattar também falou sobre as privatizações no governo Bolsonaro

  • Por Jovem Pan
  • 28/11/2019 14h16
Jovem PanSalim Mattar foi o convidado do Pânico nesta quinta-feira (28)

O secretário especial de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, afirmou, em entrevista ao Pânico, nesta quinta-feira (28), que o ministro da Economia, Paulo Guedes, foi mal interpretado na fala sobre o AI-5.

“Tenho certeza absoluta de que foi uma falha de interpretação”, defendeu Mattar. Na segunda-feira (25), Guedes disse que as pessoas não deveriam se assustar “se alguém pedir o AI-5” contra possíveis manifestações de esquerda no Brasil.

“Um liberal defende o Estado de Direito”, continuou o secretário. “O ministro Guedes é a maior autoridade liberal do Brasil, o líder dos liberais. Temos o líder que vai nos guiar”, afirmou.

Privatizações

Com a missão de vender 637 empresas estatais, Mattar explicou que a privatização é vista de uma maneira diferente pelos brasileiros em relação ao passado. “A sociedade brasileira mudou, a privatização não é pecaminosa como no passado”, disse.

O secretário, no entanto, garantiu que não irá vender a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil e a Petrobras. “Para não afrontar a sociedade, o que eles chamam de ‘joias da coroa’ não estão no nosso mandato de privatização. No nosso governo, elas vão continuar como estatais”, prometeu.

Ainda na entrevista, Salim Mattar afirmou que o presidente Jair Bolsonaro pretende fazer uma reforma administrativa a partir de janeiro de 2020. “O presidente tem uma intuição descomunal para um político e eu aprendi a respeitar essa intuição. A intuição é de que a reforma administrativa seja no começo do ano”, explicou.

Para ele, o maior desafio é diminuir o tamanho no Estado. “O governo é complexo, muito grande, e não deseja ser reduzido de tamanho. Tudo vai ser difícil”, lamentou Mattar.