Por que é difícil resolver a questão do saneamento no Brasil? Especialistas debatem

  • Por Jovem Pan
  • 29/10/2019 13h58
Jovem PanGeninho Zuliani e Diogo Mac Cord foram os convidados do Pânico nesta terça (25)

A Câmara dos Deputados vota nesta semana o relatório sobre o projeto de lei que atualiza o marco legal do saneamento básico no Brasil. O ponto mais polêmico é o que abre a possibilidade de privatização das companhias de saneamento e o modelo de contratação dessas empresas.

Para debater o assunto, a bancada do Pânico recebeu nesta terça-feira (29) o secretário de Desenvolvimento da Infraestrutura Diogo Mac Cord de Faria e o relator do projeto, o deputado federal Geninho Zuliani (DEM-SP).

Diogo explicou o porquê o assunto privatização é tão delicado no país. “Durante a década de 90 começamos a privatizar muitas empresas e, após 2003, começamos a recomprar muitas dessas empresas disfarçadamente, por meio de fundos de pensão, por exemplo. O resultado é que acabamos afugentando o investidor privado e agora precisamos retomar a confiança do investidor e atrair novamente esse capital pro Brasil”, disse.

O secretário também trouxe dados sobre o saneamento básico no país. Segundo ele, há 30 milhões de brasileiros sem conexão à rede de água; e 100 milhões de pessoas não estão conectadas à rede de esgoto.

“96% do saneamento do país é estatal, por isso que não funciona. Estamos há décadas trabalhando para o saneamento funcionar no Brasil e quando fala-se de infraestrutura é só ferrovia, rodovia ou energia elétrica, mas o saneamento fica sempre em segundo plano”, apontou Geninho.

O deputado federal completou que pensar em saneamento vai além do fornecimento primário de água.

“Quando as pessoaa abrem a torneira e sai água, elas acham que está resolvido o problema de saneamento, mas ele é muito masi que isso. É sair ádua de qualidade, tratada, potável para se poder beber e cozinhar e, o mais importante, ter esgoto coletado corretamente.”