Secretário defende que polícia não agiu com violência na Cracolândia

  • Por Jovem Pan
  • 29/06/2017 14h26
Rodrigo Ramon/ Jovem Pan

Filipe Sabará, o novo Secretário de Assistência e Desenvolvimento Social da Prefeitura de São Paulo e um dos responsáveis pela ação que aconteceu na Cracolândia no último mês, esteve no Pânico na Rádio nesta quinta-feira (29) e, em conversa, refutou que a polícia tenha agido com violência.

“Eu estava lá e não vi ninguém se machucar. A operação foi para prender traficantes, drogas e armas. Com 900 policiais entrando houve dispersão, correria. É obvio que eles avisaram que estavam entrando com bombas de efeito moral e a população de lá imediatamente começou a ser assistida”, afirmou.

Sabará ainda falou sobre o desabamento de um prédio no local, que deixou feridos. “A polícia começou a demolir muros irregulares e dentro de um estacionamento havia um cortiço irregular, mas antes houve uma vistoria e ninguém encontrou a entrada. A parte do muro caiu em algumas pessoas, mas não houve morte, só ferimentos leves”, disse.

O secretário ainda explicou a política adotada por Doria para a Cracolândia e seus moradores. “A solução é olhar para a causa que leva a pessoa a ir para a droga”, defendeu. “As pessoas aparecem na Cracolândia por um contexto de desigualdade social, migração, falta de oportunidades. O problema não é o vício, mas porque ele está viciado e foi para as drogas. É uma questão de saúde pública e social”, falou.

“Precisamos atacar o sintoma, e não a causa que é a droga”, disse ao criticar a política de “redução de danos” que Haddad previa implementar. O secretário ainda esclareceu que o novo programa é multidisciplinar e prevê assistência social, de saúde e de segurança pública.

Outro problema que Sabará acredita estar sendo solucionado é a forma como o poder público está atuando conjuntamente com outros setores da sociedade. “A situação não se resolve porque a igreja faz uma parte sozinha, a sociedade faz outra, mas não conectam com o poder público. Todos gastam fortunas e não resolvem. A gestão Doria está quebrando muros entre o setor privado e o público e somente uma ação conjunta da sociedade como um todo consegue resolver um problema tão complexo”, explicou.

Sabará ainda falou de sua iniciativa de acolher moradores de rua para lhes dar condições de saírem da pobreza para indicar como solucionar essa questão de forma rápida e eficaz. “A sociedade deve participar e criar sua comunidade de bairro. Ativismo não resolve, temos que construir o novo começando pelo nosso bairro e nossa cidade”, disse.